domingo, 29 de junho de 2008

Valores


Onde estão?
Nas igualdades?
No senso comum?
Ou em cada um de nós?

Para que dar valor?
Quem liga para isso?
Isso é coisa do passado?
Algo que precisa ser resgatado?

O que não tem valor?
O que os outros julgam não ter?
O que dá mais trabalho?
O que não tem graça?

Como dar valor?
Pelo que é mais bonito?
Pelo que é mais fácil?
Ou pelo que é mais recompensador?

Onde estão os seus valores?
No mais prático?
No mais rápido?
Ou no que traz sentimentos?

Procure as respostas,
Ainda que seja confuso,
A procura de respostas,
Trás novos valores,
Conceituados por você,
E não por aqueles que já têm os seus
.

AE.29/06/2008 - RA

quarta-feira, 25 de junho de 2008

As flores e eu



Quem és tu ó planta?
Quem és tu que não se move a mercê do tempo, do povo e de toda a alteração que possa vir?
Quem és tu que apesar de tudo se esforça?
Quem és tu que o vento acaricia e os outros agridem?
Quem és tu que persiste?

Talvez a terra dura, talvez o sol cáustico ou fatores além de sua vontade a tivessem maltratado tanto, afim de que desista.
Mas não, tu continuas lá, como se os sofrimentos nada possam fazer a não ser te decair temporariamente, pois tu, tu continuas lá. Continuas lá da forma que dá, do jeito que podes.
E pra que, por quê?
Desista, dizem os que passam...
Aceite, dizem os que a maltratam...
E ela? Ela continua lá.
Lá no seu lugar,
Lá a se reconstruir,
Lá a vigiar,
Lá para ser o melhor que se pode ser.

Pois quando chegar a época certa, ela sabe o que virá.
Algo que fará tudo ter valido a pena.
A flor.


Como pode ser o fruto de todo o seu caminho e sofrimento algo tão belo, delicado e singelo?
A vida tem dessas coisas para mostrar que os que são capazes de suportar os maus zelos da vida podem sim ter no final algo que faça todo o trajeto ter valido a pena, basta querer.


Os que vencem são os que lutam e não aqueles que reclamam e deixam de seguir.
São aqueles que vão até o fim, que sentem o orgulho de terem feito o melhor que puderam com o que lhes foi dado, do único jeito que souberam.

Ela sente que não haverá outro jeito, pois, ainda que desista as coisas continuam a acontecer, e se entregar não a fará melhor nem mais feliz, pelo contrário, a tornará fraca e doente, e assim ela jamais saberá qual será a implicação de tanta consternação para a seqüência da vida.

Muitas vezes para que haja belas flores tem que haver resignação da planta, ainda que sofra, ainda que a machuquem e caia, sempre consegue forças para se recuperar e seguir em busca da tão esperada flor.


AE.24/06/2008

terça-feira, 24 de junho de 2008

Amar?



Em certas horas o coração gela e treme
Não sei se de medo ou de vontade
Tantos poderiam entrar ou ter entrado
Mas o frio gela e treme
Fazendo com que todas as possibilidades se esgotem
Será o frio?
Será o medo?
Sendo assim, não sei
O que fica aqui é sempre frio
Frio do que talvez pudesse ter sido
Se não fosse o medo.

AE.24/06/2008 - PE