quinta-feira, 21 de julho de 2011

Desconexo


Hoje eu senti vontade de escrever tudo que há dentro de mim, algumas coisas são fáceis, outras nem tanto, outras talvez eu nunca tenha condições de expor.


Mesmo com essa vontade tudo que eu sinto é desconexo, parece que algumas coisas precisam se encontrar, talvez eu que precise me encontrar.


A.E. 21/07/2011.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Breve texto de uma história curta.


Sim, eu gosto do que fazemos juntos.
Sim, eu gosto da nossa comunicação quando longe.
Sim, eu sinto saudades.
E se a situação fosse outra?
"Não podemos viver de 'se'" - me disse certa vez.


Parti.


AE.18/07/2011-LF

domingo, 10 de julho de 2011

Amor, força de mãe.



Escrevo para não esquecer, escrevo para me lembrar de cada detalhe.

Se fosse para eu definir esse período que eu passei com a minha família, está palavra seria mãe.

Acho que nunca na minha vida eu estive tão próxima a ela, pude ter a sensação de ventre materno, pude ver além dos olhos dela.

Um ser humano que ainda, depois, de muito tempo consegue chamar seus filhos já adultos de filhinho e filhinhas. Posso perceber a maternidade em cada um dos seus gestos, na forma como se antecipa às nossas necessidades e desejos.

É impressionante, como ela consegue antever qualquer vontade e realizá-la antes mesmo de tomarmos consciência de que precisaríamos.

É tanto cuidado que chego ser mais humana ao seu lado, é tão dedicada que me sinto mais motivada com ela por perto. Um ser humano com partes de si externas a si, refletida nas palavras e gestos que direciona a nós.

Não há muito o que dizer, não sei bem como expressar, mas sei que a gratidão é extrema e a vontade de aproveitar cada segundo também.

Não importa o que cozinhe, tudo tem seu gosto, sei que em qualquer lugar do mundo, que a lasanha da minha mãe é a lasanha da minha mãe e, mesmo que qualquer outro ser humano do mundo fosse capaz de combinar todos os mesmo ingredientes, por mais que tentasse não conseguiria a fórmula para tal sabor. O mesmo acontece com o chá-mate e o bolinho de polvilho azedo.

Quero sentir mesmo que na minha mente, em toda manhã da minha vida o cheiro do seu café, e antes de levantar ser capaz de sentir o gosto do café com manteiga que você sempre levava, e ainda leva, quando estamos juntas, em nossa cama alegando ser bom para fortalecer o “peito”. E ao ficar de pé me sentir assim, fortalecida, onde quer que eu esteja e, que minha alma sempre esteja da mesma forma como em todo esse tempo fez e faz com nossa casa, sempre colocando as coisas no lugar, organizando e limpando, e é assim que eu quero permanecer, de alma limpa.

Uma vida inteira por perto e, posso dizer que em muitos momentos de não saber o que fazer, não saber ao que recorrer, você sempre me ensinou a primeiro me acalmar e cuidar de mim, e assim, bem e mais calma poderei resolver qualquer problema, poderei analisar as coisas da melhor forma para tomar a decisão mais acertada, mesmo que está seja deixar o tempo agir por si próprio.

Mãe, em você vejo o ser humano divino, aquele que se antecipa por amor, conforta e com o gesto mais simples consegue revelar a paz, a parceria e o pilar.

E com amor encerro, emocionada, por sentir em mim a paz que certamente senti em seu ventre, por saber que está ai e cuida de mim, onde e como for.

E por reconhecer tudo isso, me vejo diante de um sem número de palavras que jamais, mesmo que se somadas umas as outras nunca poderão expressar a gratidão por cada momento dividido com você, passado ao seu lado e por tudo que eu aprendi e ainda aprendo com você que pode me nortear nos momentos em que não estar presente.

Mãe, amo você e obrigada por tudo, antes mesmo de eu nascer.

Hoje, sou maior que você, mas ainda distante de ser da sua altura.

AE.10/07/2011-MAE