terça-feira, 25 de dezembro de 2012


Tenho me permitido, tenho permitido que outras coisas e pessoas me façam felizes.
Ainda é primavera e elas estão por todas as partes... As minhas flores se revelam e me ensinam a cada dia, mostrando que o que ontem desabrochou hoje já não mais vive, outras cores e odores justificam o dia de hoje.
Antes, durante ou depois? Um não é mais importante que o outro, apenas a cada um deles se reserva o seu único espaço de tempo, e estender e supervalorizar um é desmerecer os outros. Vida que segue e as coisas que se somam ou se perdem.
Coração se aquece e o pulmão se enche, mesmo que ainda doa. Novos sentimentos e novos ares. Foco.
Sobre o que vai não temos poder... Já sobre o que fica do que se vai... É de nossa inteira responsabilidade e eu escolho... Escolho ser o que sempre fui – alguém que não apenas olha as belezas da vida, mas sabe ter o tempo necessário para contemplar os pequenos gostos, os pequenos gestos e, no entanto não menos relevantes, e que possuem valores únicos e nem sempre aplicáveis pelos que passam.
Belezas únicas que nos são reveladas nas coisas simples da vida – sentidos mais apurados, sentimentos se ressignificando.

AE.19/12/2012

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Eu realmente construí você mentalmente, mas achei que você era uma construção negativa, mas não, eu realmente construí você e bem... E eu o esperei, a cada segundo de todos esses dias, muitas vezes eu chorei onde eu não poderia, me mantive firme acreditando que você existia a cada dor, a cada minuto de silêncio.
Eu te esperei, mas você não veio, nem se deu ao trabalho de vestir a roupa de bom moço, fingiu que eu não existia e ponto. Tão "eternamente responsável por aquilo que cativas"...

domingo, 16 de dezembro de 2012

Sempre tive medo de que ao chegar ao final da vida eu pudesse me arrepender de não ter vivido, de apenas ter passado o tempo. E isso fez com que eu estivesse sempre com os planos e pensamentos lá na frente. Me esqueci de que o futuro é feito de todos os “agora” que eu vivi e estou vivendo, e serão estes os momentos considerados lá frente e sei que o fato de saber que eu estava presente e dei o meu melhor em cada instante, em cada escolha que eu fiz certamente trará serenidade.




Hoje saindo para o trabalho, fui ver como estava o botão de flor do meu cacto. E ao vê-lo eu pude constatar com alegria que havia desabrochado e com tristeza por saber que hoje em um dia tão importante, algo igualmente triste aconteceu, a parte do caule que a sustentava de soltou das demais.
Fiquei por um tempo triste, pensando que muitas coisas na vida parecem ser abortadas mesmo que esperadas com tanto amor.
Tentei digerir este pensamento o dia todo, mesmo que inutilmente eu buscava entender que fundamento havia nisso tudo.
A noite ao entrar em casa, me veio o pensamento – independente de qualquer coisa, de qualquer conclusão ou acontecimento ela não esteve menos bonita e perfeita por isso.
Senti, depois de dias paz no meu coração.

AE.12/12/12

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012


Hoje tentei me dedicar às coisas simples.
Participar do almoço com a família e ouvir aquelas piadas que só quem te conhece desde que você nasceu é capaz de entender.
Me dediquei a organizar as coisas da semana, a acompanhar o crescimento de minhas plantas e seus botões que em breve revelarão flores.
Dar mais atenção aos meus gatos que me acompanham aonde vou e brincam o tempo todo.
Horas de conversa com minha amiga, que sabe tanto ao meu respeito que falar com ela é quase um ato de pensar, uma verdadeira extensão de mim.
Mas em cada alegria, em cada sorriso que eu dei, a dor se fez lembrar, rasgando por dentro e ofuscando o brilho dos meus momentos. Por quanto tempo mais vai doer?
Daqui há alguns dias retornarei onde nos encontramos pela última vez, e eu sinto medo. Tudo se desorganizou dentro de mim, coisas em que eu acreditava não apresentam mais valor.
Dois dias antes do nascimento mais comemorado no mundo, eu me apego a uma esperança  - que neste dia, em uma época onde o amor prevalece nos corações o meu possa perdoar e consiga seguir sem essa tristeza.
E ao celebrar este dia em um lugar o meu desejo é que eu possa renascer.

AE.09/12/2012

sábado, 8 de dezembro de 2012


Dói
Sangra
Rasga
Agoniza
Desfalece
Entrega
Desacredita
Espezinha
Macera
Chora
Esmiúça
Desilude
Soluça
Apatia
Fraca
Nada

Perdeu a vontade de tudo.


AE.08/12/2012

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Como quem coloca uma planta no sol e sai para buscar água e deste dia então nunca mais voltou,
a deixou secando, secando, secando. E não é questão de prioridade e sim de importância, 
de responsabilidade, se ela está sofrendo ao sol foi você que a colocou lá.
Quem sentiu por um segundo o que foi dito tantas vezes por você não seria 
capaz de tamanha crueldade e inconsequência e se verdade,
menos ainda justificável.

28/11/2012 - 01:15

terça-feira, 27 de novembro de 2012



Eu te toco através da música. Através de um tempo que parou em sentimentos que necessitam de rótulos e definições.

Como explicar o que se sente? Ainda mais sendo tão forte e há tanto tempo assim?

Você. O que me fez querer ser melhor, o que eu escolhi, o que eu sempre sonhei.

Um sonho entre buquê de flores, abraço e abacaxis cor-de-rosa... Coração acelerado.

Entre atores, conversas ao pé do ouvido e mão no ombro... Olhos lacrimejados.

Entre trajetos de metrô, caminhada e hashis... Olhares.

Entre espera, desejos e abraço... Se foi.

E eu parada, com medo, era felicidade demais, e eu sabia que eu poderia acordar, então tratei de guardar coisas suas em mim. Eu te olhava, não com desconfiança, mas querendo eternizar cada segundo, cada palavra e cada gesto seu.

Por alguns dias mais me veio em sonhos novamente e depois entre lágrimas eu acordei, te procurei e você já tinha ido. Não pude fazer nada, não tinha o direito de fazer nada, eu não tinha um rótulo e menos ainda uma definição.

Como definir o que é atemporal? Como rotular o que é e apenas é em todo esse tempo?

Eu não sei, mais dói. O não saber explicar dói também, e eu não sei explicar. Entre outras coisas não sei justificar o porquê de eu ter escolhido voltar, e agora assisto como quem vê pela tela uma vida que sonhou acontecendo, como quem assiste a um filme, e este fala de amor. O amor mais lindo e puro que eu já vi.

Não sinto raiva, nem que eu quisesse não seria capaz... Eu amo demais, então apenas sinto... Sinto algo cortando por dentro que dói quando eu respiro.

Eu faria tudo para ser real, mas para se ter a parte boa.... Como se não fosse óbvio para mim. Doeu.

Sonhei com você e te toco através da música.

AE.15/11/2012




Coração apertado e nó na garganta.


Página em branco...

O que dizer?
Em todo esse tempo tanta coisa já foi dita, não há mais ímpetos de desabafos, só essa angústia muda que dói no peito e lateja na alma.

Acalentar um sentimento que foi exposto e incentivado a não ter medo, custa, inflama o corpo e todo ele é triste. Talvez eu tivesse que ter deixado de acreditar que as coisas poderiam um dia ser diferentes, mas vejo um traçado padrão nos vários quadros que estão pendurados em minha parede. Pregos fincados... O mesmo pintor.

Devaneios sem sentido. Mas o que nesse tempo fez sentindo? Um sentimento que não diminui, só aumenta por alguém contraditório em tudo que diz e faz.

Silêncios seletivos. Para alguém você se faz presente, eu vi enquanto voltava aonde paramos para refletir e inúmeras vezes você retornava e não por mim.

Sufoquei agonias, contive impulsos e me mantive ali, sentada no canto do meu quarto, com os joelhos entre os braços, na penumbra. Nesse instante até a luz doía.  A luz que vinha sendo você, em dias que se tornavam mais perfumados, poéticos e bonitos, em felicidades plenas-temporárias que sempre se esvaem, como as lágrimas em meu rosto, e dói tanto. Tento te tocar e te busco, mas não o encontro mais e também não me procura. 

Será tão fácil deixar alguém a quem diz amar para trás no silêncio? Tão diferente de poucos dias antes. 

Disse-me que nada mudou, mas nada está igual. Nem mesmo os acontecimentos, que se baseiam em títulos para se saber seu o grau de importância, é preciso que sentimentos tenham rótulos... Será que assim doeriam menos?

Não vou mais questionar. O passar dos dias, mesmo que longos e sufocantes em mim, revelarão em algum momento o que isso significou, se é que significou. Quem é você? Alguém que cuida de detalhes ou quem ignora dias a fio. Não consigo mais acreditar que alguém que sente tanto, é capaz de abandonar assim para que se espedace lentamente.

Subi tão alto, toquei as nuvens e em curto espaço de tempo estava no chão, e em silêncio.

Não tenho mais forças, não quero mais palavras, o que é apenas é, pois não depende de mim ou de minhas vontades, não há nada que eu possa fazer. Então me resigno onde o que há em mim pulsa, em um sentimento que clamou por realização, por fatos concretos que tornassem as coisas palpáveis e não surpresas desagradáveis que parecem providenciais.

Mas quero e preciso deixar de esperar... E, no entanto queria que deixasse de doer também.

AE. 16/11/2012




Por que sempre acontece algo inversamente proporcional a felicidade sentida ao seu lado. 

Quem é você que aparece como a materialização de um sonho lindo e se vai com a mesma intensidade? Que veio e me deixou assim, sem saber se você é cura ou doença, bem ou mal, felicidade ou tristeza.

Eu creio nas coisas boas, mas não são elas que me fazem companhia à maior parte do tempo. Tudo é tão lindo, mas depois se vai e parece nem se importar em me deixar para trás, e em como eu ficarei. E então eu venho aqui, no único lugar que eu encontro, desde sempre para aliviar a minha alma.

Sento nesse banco de frente pro mar, coloco música em meus ouvidos, fecho os olhos e sinto a brisa tocar minha pele. E nesse instante a minha mente se vai para algum lugar onde você esteve comigo e eu espero, espero até que mais uma vez essa dor passe. E eu sei que você não virá hoje, assim como não veio em todos esses dias que eu te esperei, e não virá tão cedo, porque eu sinto, sinto quando está perto e disponível e quando se fecha e se vai, e dói, dói porque eu sei que você sabe que eu tenho precisado de você e prefere seguir com "suas coisas".

E se foi... Mesmo sabendo que deixou para trás alguém que disse amar com tanta veemência e que está sofrendo tanto por acreditar.

AE.16/11/2012


Sinto-me assim... Quando eu não consigo dormir, eu escrevo.

Tudo em mim é dor, e na esperança de obter algum alívio eu choro, em alguns dias várias vezes até.

O buraco aberto em meu peito não se fecha, falta-me o ar e às vezes eu rezo... Uma tentativa desesperada de fé para que a dor passe ou então seja ela ao menos suportável.

Sonhos e sentimentos doem quando estão morrendo, tanto como se essa dor fosse da minha própria morte.
Uma lembrança ingênua desencaixada meio a tudo isso, e ainda ela é dor, e se esvai junto com meu pranto nesse silêncio sólido, tão afiado feito uma faca que corta a carne e a faz sangrar, tão maligno como veneno que se bebe sem saber e vai morrendo aos poucos... Definhando, esvanecendo. Deixei de desfiar significados desta teia, isso faz o corpo se esgotar. Como torneira que já foi apertada ao máximo e espanou, e em noite escura pinga . Não tem para onde correr, não há nada mais a fazer, o registro foi fechado, mas ainda há água nas entranhas da casa, o barulho ecoa em cada cômodo, em cada canto, e dá agonia de saber que algo se vai, se esvai, aos poucos, de pouco em pouco, minguando, secando.

Veneno que corre nas veias e tem sabor amargo, consigo sentir seu gosto enquanto ele percorre meu corpo. E eu rezo... Suplico para que pare de doer. E dói tanto, como quem acorda de um sonho, lindo... Irreal, e antes mesmo de abrir os olhos, antes até da própria consciência tomar o meu corpo, todo o resto já é dor, é agonia. E a torneira não para de pingar, contendo a pressão para que a água não exceda os limites que sua condição impõe.

AE.23/11/2013 - 4:04/ 5:09

Sonhos duram uma noite, mas a realidade uma vida inteira.




Chega uma hora que a gente entende que deve abrir mão, deixar partir. Que querer conversar, chorar e tentar entender não levará a lugar algum.

Deixei de lutar contra o que sempre acontece. Quero esquecer, e peço a Deus que tire de mim todos esses sentimentos negativos e que liberte o meu coração de tanta dor.

Não há nada para ser feito por mim e nem consigo entender as motivações de tudo que aconteceu, talvez não faz mais diferença, e ainda sim é cruel, tantos dias em profunda angústia.

Você pesou, decidiu tudo e se foi, nem se importou em como eu ficaria, e se quer se interessou em saber.

Um amor tão real que parece sonho, um sonho eterno que nunca se realizará... Incoerente, inconsistente.

Você se fechou com o que te interessava e me deixou para fora, bateu e trancou a porta.

Lamentar?

Não sei continuar com isso, apenas escrevo quando dói demais, quando fica insuportável. Escrevo para aliviar o que eu sinto.

Saber?

Eu não sei, nunca soube e nunca saberei, essa história é feitas de lacunas tão profundas onde caberiam infinitos buracos negros... E mais, e mais e mais.

E eu vagando nesse espaço, onde não há nada, nem mesmo o ar, tudo é tão somente vácuo, e todo ele é tão escuro.

Então escrevo... Não para formular teorias ou acusações, apenas para aliviar a minha alma que se perde e cansou de tentar entender.

E em sua resignação pede:

Por favor, Deus!

Faça parar de doer.

AE.17/11/2012
"Sonho que se sonha só é apenas sonho...
Sonho que se sonha junto é realidade".
(Raul Seixas)

domingo, 18 de novembro de 2012

Todos esses dias eu acordei pensando - por favor me mostre que você não é esse monstro se revela a cada dia... Mas nada acontece. Devo então concordar com você "nem sempre o que parace é" e agora eu vejo que nem o que é parece. 

sábado, 17 de novembro de 2012

Por muito tempo achei ou você me fez pensar que eu era louca, desequilibrada. Que eu não sabia esperar o tempo que as coisas têm. Mas agora eu vejo, embora doa, todo o seu mecanismo.
Você aparece com uma urgência carente, suga o sentimento que há em mim, e estimula para que mais se produza e se vai, farto e satisfeito em seu ego.
Mas dessa vez não externei, não pedi para não me procurar mais (o que para mim sempre justificou o fato de você não voltar). Eu suportei sozinha essa dor do tamanho do mundo no meu coração. E em minha resignação, relendo o que me escreveu a menos de uma semana atrás e três dias antes de acontecer, eu percebo que se aquele sentimento fosse verdadeiro, e alguém no mundo me amasse desse jeito, seria incapaz de me fazer sofrer dessa forma, nesse silêncio pétreo e consciente ao qual você me reserva. Um amor deste tamanho tem o poder de curar, não de acorrentar, como alguém que prende uma pedra no meu pescoço e me joga, depois de ter me feito subir tão alto acreditando que tal acessório era uma jóia única no mundo que você havia me dado para representar o seu amor por mim. Uma pessoa pura assim, jamais seria tão egoísta a ponto de saber que quem o ama tanto, e ainda com incentivos seus de "se entregue sem medo", não me deixaria jamais, porque nunca se "quis alguém tanto assim".
Não sei se eu me reservo o direito de me arrepender por ter acreditado tantas vezes, me condenado e crucificado tanto, pensando que a culpa era minha, que o erro estava em mim ou, se eu agradeço por não ser o monstro que você é.
Uma vez achou descabido eu dizer que você não tinha nenhum diferencial, que era igual tantos outros, mas hoje devo concordar com você, consigo ver claramente o que te difere da maioria, você é cruel demais.
"O que sente para cegar a si mesma?" lhe respondo: foi o amor que eu sinto por você que me cegou, aquele que você buscou nesse tempo todo para curar suas misérias.
"Nem tudo é o que parece" e te parafraseando novamente - "desculpe, mas não parece", as coisas são pelo simples fato de como se apresentam... Sempre e por tanto tempo assim.

AE.17/11/2012

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Efeito Você

Já não sou mais eu, me transformei naquilo que você me torna. Um ser sem nenhuma relação com o que eu normalmente sou, eu e tão somente eu.

Como você pôde? Quando na verdade seu coração está em outro mundo, outro universo.
O meu mundo estável você balançou mais uma vez e por quê?

Sabes que o que eu sinto é amor, e para mim é simples que tu entendas – não me amas? Não me procure mais. Mas não, sempre que volta é assim, sentimentos e fatos ambíguos que tiram minha paz, me atormentam e me consomem.

Nada que eu diga, sinta e faça importa mais, e não fará com que você saiba o que se passa no meu mundo, não fará você saber o que eu trago em minha alma. Apenas e tão somente, dor.

E depois de lhe dizer do que sei você se cala como quem corresponde ao que dizem...

Quem cala consente.

Acho que agora enfim você não mais dirá que são invenções da minha cabeça. Isso sempre doeu muito em mim, pois meu coração sempre teve medo de toda essa estória.

Preciso voltar a sentir as minhas flores antes que tudo que eu quis para mim aqui se perca.

AE.15/05/2010-
RA

segunda-feira, 12 de novembro de 2012


Foto: A. E. Castro - Lindas e agora imortais

Música: A thousand years – Christina Perri

O sentimento ultrapassa o tempo e a razão, e se torna inexplicável.
Eu amo você desde o primeiro dia, desde o primeiro “oi?”.
Tudo sempre teve um significado. Uma palavra, um olhar, um abraço... Tudo tão sublime, puro e real.
Almas que se encontraram e nada nesse tempo foi capaz de separar e muitos podem ser incapazes de entender.
Suas palavras sempre foram sentidas em mim até que fosse chegado o tempo que suas mãos pudessem me tocar e seus olhos pudessem ver o que nossos corações sempre souberam.
Dias bem menos interessantes, somados a comidas japonesas quase sem sabor, depois de alguém inexperiente com hashis.
Eu quero você, quero ser o melhor que eu puder para você, é isso que eu desejo com força. Quero que nos sintamos sempre assim, plenos.
Você acrescenta muito a minha vida e ao que sou, e faz com que eu queira ser sempre melhor.
O que eu sinto cresce a cada dia e a certeza de és meu da mesma forma que eu sou sua ressignifica tudo, dá brilho a vida, transcende e encontra o seu lugar em tudo que há.
Um sentimento que é capaz de libertar, de melhorar e ser ainda mais intenso com o passar do tempo e nos deixar assim felizes, num contentamento sem fim quando se sabe que nunca se quis alguém desta forma.

Sonhos, pensamentos, desejos... Realizações.

AE.12/11/2012-RA

domingo, 14 de outubro de 2012

Me perdoa, sou fraca e esse negócio de "teatro" bagunçou ainda mais minha cabeça.
Penso que no fundo somos iguais, eu não confio em você pelas ausências e você não confia em mim pelo que elas me causam. Acho que você tem razão somos um para o outro construções de nossas mentes e talvez não represente quem verdadeiramente somos, e você ainda conhece bem mais de mim do que eu em de você.
A saudades cortam meu coração, não consigo mais, é muito tempo passado em cima de seis horas que talvez nunca mais aconteçam. Moramos dois anos na mesma cidade e nem sequer nos vemos.
Tenho medo de te deixar ir, mas olhando de perto, você nunca esteve aqui.
Em algum lugar no tempo somos aquelas duas pessoas que se encontraram há mais de três anos e que se prederam na travessia.
Eu sempre quis que fossemos reais, mas você sempre prefere esperar por alguma coisa que pareça fazer sentido para o seu "teatro". Isso me magou muito, agora sei como se sentia com meus devaneios. Já sofremos demais, esperamos demais.
Eu amo você! Não espero que entenda, pois eu apenas sinto e é forte, é bonito, é completo, mas sem voz, sem cheiro e sem toque continuaremos a somar dias na virtualidade.
O que eu sinto não acaba assim, como quem fecha uma janela de conversação, mas o fato de saber que o tempo continua passando e não evoluimos em proximidade me consome e você perde a sua paz, como me disse em nossas últimas conversas. Eu não sinto segurança para te dar carinho, tenho medo de ser inoportuna.
Eu sei que me sente, sente o que eu sinto, mas me dói saber que sou alguém que precise testar.
AE.14/10/12-RA

segunda-feira, 8 de outubro de 2012



Eu amo você com a minha alma, como o melhor que há em mim.
Quando eu olho para você o meu coração te reconhece e sou incapaz de qualquer mal – mal sentir, mal pensar, apenas um querer bem
Quero também o seu bem, quero que seja feliz porque o amor transcende, transpõe, é atemporal e onipresente.
Amo você há tanto tempo e depois de tanto e tudo.
Fica comigo, vem visitar-me em meus sonhos até que eles sejam reais, esteja comigo até poder estar em mim.
Amo, amo, amo.
E sinto em mim aquela certeza de que isso é permanente, porque quem é importante será assim para sempre.

AE.08/10/2012-RA

sábado, 6 de outubro de 2012


Amor agarradinho, há quem diga que se chamem Romanias...

Quem vai dizer tchau? -Nando Reis

Você vai voltar aqui, eu sei... Em breve estará aqui lendo essas linhas e se matando de raiva por vir e por eu saber.
Me acostumei com esse jogo de pega - esconde e infelizmente já calejei, tivemos tanto tempo, moramos até na mesma cidade e nada mudou – desculpa para carência, para não pagar para ver foi o que sempre houve.
Não se ofenda com as palavras, escolha o que vale a pena se ocupar, gastar o seu tempo, eu optei e não me importa mais, chega uma hora que as palavras mudam mesmo, e na sua omissão não venha me julgar, como você sempre me condenou por fazer. Eu evoluí através de você, e não me importa o que pense, já caminhei e te deixei para trás há um bom tempo, embora tenhamos coisas que não possamos mudar, mas contra elas eu não luto mais, se elas querem ficar, que fiquem, não perco mais meu tempo, meus objetivos são outros, assim como as coisas que eu valorizo e busco para mim.
O bom gosto é tão pessoal, não dá para pesar o gosto dos outros com a nossa balança. Não se engane.
Tão obscuro, sempre nas entre linhas, culpa sua, tudo ter outros significados que não aqueles apontados pelos fatos, e olha que o ditado popular já dizia sobre o senso comum – “contra fatos não há argumento”. Deixei de pensar o que pode ou poderia ser já que sempre nada é o que parece, e se em algum momento quer ou quis que eu soubesse o que de fato é, que você deixe de subjetividades e me diga, não agora com raiva coisas para me magoar, elas para mim não são reais e não tem valor algum, não representam nada além de recalque.
O que eu sou? O que você é? Ninguém se torna aquilo que não é? Eu não concordo com você - as pessoas são aquilo que se tornaram e se tornarão aquilo que serão - simples assim -  respondemos a estímulos e somos reforçados por estes.
Floreios? E o que seria da vida sem a beleza deles, sem a beleza delas, as flores, que estão por todos os lados, e ainda há aqueles que não as enxerguem e que as pisem, consciente ou inconscientemente.
Minhas palavras podem mesmo ter mudado da mesma forma que você, antes tão sacro, cheio de valores e tradições... E hoje? Felizmente, isso eu não mudei, meus valores continuam os mesmos só seleciono mais, independente do que o emocional às vezes diga, quem responde pelas minhas escolhas sou eu.
E a aceitação faz um bem danado, quando deixamos de querer que as pessoas ajam como agiríamos e pensem sobre nós aquilo que queremos que elas pensem, mesmo que não haja embasamento teórico nenhum. Apenas deixe para lá e viva sua vida.
O que eu penso não deveria ser importante para você afinal sou tudo aquilo e tanto para você o quanto você diz hoje e acredita.
Que o seu bom gosto encontre outros lugares tão volúveis quanto você.

Quem não teve decência de conduta foi você, não me
culpe e não desconte em mim suas misérias.
Para mim passou e para você também
vai passar. Eu acredito nisso. 

AE.06/10/2012

terça-feira, 2 de outubro de 2012


Socorre minhas urgências, ouve meus gritos desesperados no silêncio que há.
Hoje acordei com aquela saudade de sempre, querendo realizar o idealizado, querendo tocar o imaginável, com aquelas necessidades não necessárias que vem quando penso em você.
Os dias seguem, e agora chove, pertinentemente para camuflar as lágrimas que caem sobre meu rosto buscando por você, buscando encontrar seu toque, o acalento de um abraço de eternidade contida em um sentimento que se mantém na superfície para que você venha e essa chuva carregue todas as distâncias que há entre nós. Seja aqui, seja lá, seja em nós.
Aquele sabor de algo por viver, de inúmeras páginas em branco para essa história escrever.

AE.02/10/2012

sábado, 29 de setembro de 2012

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Enquanto o tempo passa


Sabe aquela parte do filme onde a personagem geralmente esta caminhando em uma rua e de fundo há uma música, calma, quase triste que nos acalenta a alma? Chove ou neva enquanto o tempo passa, e nossa empatia normalmente nos faz considerar os aspectos de nossa própria vida.
Há tempos tenho estado assim... considerando.

AE.29/09/2012-AE

segunda-feira, 24 de setembro de 2012



Preciso mais não quero dormir, quero continuar sentindo a companhia que a solidão dos pensamentos me dá.
Saudades, perguntas e anseios.
Tudo sempre tão transitório.
Tenho estado assim por esses dias...
Frases curtas feito flor miúda.

AE.24/09/2012

domingo, 23 de setembro de 2012



O sentimento clama na ponta dos dedos..
No entanto, dentro de mim é brisa de fim de tarde, é quietude, é mansidão.
Há em mim saudades... Do que passou e do que não foi.
Sinto, sinto, sinto.
Há em mim, há aqui... O vento sopra e me traz você.
Quero ficar assim, com você junto a mim, cheiro de flor em lugar quente.

AE. 23/09/2012

Diferencial



Seja para mim o que é, e me revela.
Seja a exceção neste mundo de pessoas corriqueiras e sem nenhum diferencial.
Seja quem é. Meu sentimento emana do que há em mim para sermos.
Seja a força da completude e o reflexo do caráter que bem poucos possuem.
Seja a responsabilidade ao se apresentar como ser humano para as outras pessoas.
Não seja leviano, tenha valor ao tocar a vida delas.
Não seja falso, o tempo revela os incapazes de ser essenciais e originais.
Não seja fútil, o mundo já está cheio de pessoas assim.
Não seja oportunista como mosca que espreita a carne, viva ou morta, para colocar seus ovos corrosivos.
Seja o que tem significado, seja o que marca e o que ficará para sempre, menos que isso é comum, sem brilho e não representa algo que valha a pena.



Me parece mais coerente esperar pelo melhor 
que é raro, do que me submeter a qualquer 
coisa de qualquer um.


Tem que que ser especial, não para passar o tempo.


AE. 23/09/2012-MT

sábado, 22 de setembro de 2012

Foto: A. E. Castro

Sente isso que te toca e
que te faz querer ser poeta.
Sente essa urgência e exala.
Como flor na primavera.
Desabrocha... Revela.

A.E.22/09/2012-AE

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Desabrochar

Há dias em que o olhar, o pensamento e principalmente a motivação alheia ao me analisar me incomodam. Não de alguém que está aqui a passeio, mas de alguém que sabe o que busca para poder agir ou não.
No entanto nasci planta, preciso que minhas flores surjam para que meu propósito se cumpra. Tenho a necessidade de externar o que há em mim.
Alguns vem até mim na certeza de que eu estarei aqui, a procura de perfume, de néctar. A busca não é o problema, a intenção que nem sempre é nobre em sua aplicação – beija-flores e seu papel na fecundação.
Devo deixar de desabrochar para que eles não venham?
Já desejei buscar outro lugar para florir, no entanto, sou planta, e como tal possuo raízes e o meu lugar é aqui. Devo então me preparar para a vinda deles, não é mais surpresa para mim, eu já sei que eles sempre vem.

AE.29/08/2012-

terça-feira, 28 de agosto de 2012

                                                                                                Foto A.E. Castro

Tão sensível e inteligente. Habilidoso ao se expressar.
Sabia o peso e o valor das palavras ao lidar com o outro.
Ah! Que saudade que eu sinto da pureza e segurança de suas palavras.
Único e diferenciado, incapaz de citar qualquer palavra desprovida de sua verdade.
Abnegado, sem futilidades.
Para ele o valor das coisas estava nas entre linhas, no silêncio que diz o que há na essência.
Tão admirável e inesquecível para mim, uma daquelas pessoas que sabem ter a responsabilidade ao "tocar" a vida de alguém.
Assim, era você para mim, tão singular entre tantos outros.
Agora, sem nenhum diferencial.



Há também beija-flores, criaturas tão pequenas que podem nos causar decepções.
De flor em flor, sempre a procura de néctar, cumprindo assim o seu papel... Auxiliar no processo de fecundação.

AE.28/08/2012-RA

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Saudades de lá

                                                                                               Foto A.E. Castro

Enfim desabrocho e apareço como flor. Quero revelar belezas e agruras que me cercam.
Quero dividir nesse ínfimo momento da minha vida a vontade tão “as flores e eu” que há em mim.

Ressurjo... Geograficamente distante. Saudosa e contrastante entre os desafios das minhas escolhas e a liberdade de ter podido escolher.

Com o tempo percebo o peso que o tempo tem – tanto para amenizar quanto para intensificar o que há em nós.

Lembro-me de mim, me descobrindo, me revelando, num simples ato de andar por entre os quarteirões daquela avenida forrada de flores roxas de alguma espécie de Tabebuia.
Recordo de primeiras vezes de tantas coisas, de todos os sentidos atentos a tudo. Pessoas, passagens, idas e vindas. Saudades...

Tenho medo de sentir na minha alma que preciso voltar, sinto saudade daquele eu, tão eu, tão marcante e intensa, tão ocasião e oportunidade, tão sonho e realização. Quero-me lá aqui, incompreensível talvez, mas a mais pura verdade, me encontrei lá e sinto saudade de mim, das raízes ambulantes que lá deixei em todas as pessoas que passaram por mim. Minha alma é de lá assim como meu corpo é daqui, fisicamente impossível de o ser, dois corpos não ocupam o mesmo lugar, tão pouco um corpo ocupa dois lugares, uma impossível dissociação entre o que sou somado a tudo que fui.

Apego-me em qualquer resquício de recordação para encontrar e nunca esquecer as sensações mínimas que hoje são de grandes proporções, vento sobre a pele e raios de sol nas manhãs, da mesma forma que estes acarinham e iluminam as pétalas de uma flor recém desabrochada, tão certo como alguém que acaba de se descobrir nas lembranças de sua maior liberdade, nas lembranças de todos aqueles que emolduraram todos os momentos que hoje trago como quadros nas paredes da minha memória. E confesso, ás vezes chego, me tranco em mim e quero observar cada um deles por horas e horas e nunca o faço. Por quê? Eu sei a resposta, acabo de saber e não consigo compartilhar.

Dias de chuva, de frio e de sol, noite de longas conversas ou curtindo a minha própria companhia.  Poluição, correria, intensidades. Tudo expresso em lágrimas ou em risos de coisas cotidianas...

Saudades, saudades, saudades.

AE.04/07/2012-SP