quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Desabrochar

Há dias em que o olhar, o pensamento e principalmente a motivação alheia ao me analisar me incomodam. Não de alguém que está aqui a passeio, mas de alguém que sabe o que busca para poder agir ou não.
No entanto nasci planta, preciso que minhas flores surjam para que meu propósito se cumpra. Tenho a necessidade de externar o que há em mim.
Alguns vem até mim na certeza de que eu estarei aqui, a procura de perfume, de néctar. A busca não é o problema, a intenção que nem sempre é nobre em sua aplicação – beija-flores e seu papel na fecundação.
Devo deixar de desabrochar para que eles não venham?
Já desejei buscar outro lugar para florir, no entanto, sou planta, e como tal possuo raízes e o meu lugar é aqui. Devo então me preparar para a vinda deles, não é mais surpresa para mim, eu já sei que eles sempre vem.

AE.29/08/2012-

terça-feira, 28 de agosto de 2012

                                                                                                Foto A.E. Castro

Tão sensível e inteligente. Habilidoso ao se expressar.
Sabia o peso e o valor das palavras ao lidar com o outro.
Ah! Que saudade que eu sinto da pureza e segurança de suas palavras.
Único e diferenciado, incapaz de citar qualquer palavra desprovida de sua verdade.
Abnegado, sem futilidades.
Para ele o valor das coisas estava nas entre linhas, no silêncio que diz o que há na essência.
Tão admirável e inesquecível para mim, uma daquelas pessoas que sabem ter a responsabilidade ao "tocar" a vida de alguém.
Assim, era você para mim, tão singular entre tantos outros.
Agora, sem nenhum diferencial.



Há também beija-flores, criaturas tão pequenas que podem nos causar decepções.
De flor em flor, sempre a procura de néctar, cumprindo assim o seu papel... Auxiliar no processo de fecundação.

AE.28/08/2012-RA