quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Como quem coloca uma planta no sol e sai para buscar água e deste dia então nunca mais voltou,
a deixou secando, secando, secando. E não é questão de prioridade e sim de importância, 
de responsabilidade, se ela está sofrendo ao sol foi você que a colocou lá.
Quem sentiu por um segundo o que foi dito tantas vezes por você não seria 
capaz de tamanha crueldade e inconsequência e se verdade,
menos ainda justificável.

28/11/2012 - 01:15

terça-feira, 27 de novembro de 2012



Eu te toco através da música. Através de um tempo que parou em sentimentos que necessitam de rótulos e definições.

Como explicar o que se sente? Ainda mais sendo tão forte e há tanto tempo assim?

Você. O que me fez querer ser melhor, o que eu escolhi, o que eu sempre sonhei.

Um sonho entre buquê de flores, abraço e abacaxis cor-de-rosa... Coração acelerado.

Entre atores, conversas ao pé do ouvido e mão no ombro... Olhos lacrimejados.

Entre trajetos de metrô, caminhada e hashis... Olhares.

Entre espera, desejos e abraço... Se foi.

E eu parada, com medo, era felicidade demais, e eu sabia que eu poderia acordar, então tratei de guardar coisas suas em mim. Eu te olhava, não com desconfiança, mas querendo eternizar cada segundo, cada palavra e cada gesto seu.

Por alguns dias mais me veio em sonhos novamente e depois entre lágrimas eu acordei, te procurei e você já tinha ido. Não pude fazer nada, não tinha o direito de fazer nada, eu não tinha um rótulo e menos ainda uma definição.

Como definir o que é atemporal? Como rotular o que é e apenas é em todo esse tempo?

Eu não sei, mais dói. O não saber explicar dói também, e eu não sei explicar. Entre outras coisas não sei justificar o porquê de eu ter escolhido voltar, e agora assisto como quem vê pela tela uma vida que sonhou acontecendo, como quem assiste a um filme, e este fala de amor. O amor mais lindo e puro que eu já vi.

Não sinto raiva, nem que eu quisesse não seria capaz... Eu amo demais, então apenas sinto... Sinto algo cortando por dentro que dói quando eu respiro.

Eu faria tudo para ser real, mas para se ter a parte boa.... Como se não fosse óbvio para mim. Doeu.

Sonhei com você e te toco através da música.

AE.15/11/2012




Coração apertado e nó na garganta.


Página em branco...

O que dizer?
Em todo esse tempo tanta coisa já foi dita, não há mais ímpetos de desabafos, só essa angústia muda que dói no peito e lateja na alma.

Acalentar um sentimento que foi exposto e incentivado a não ter medo, custa, inflama o corpo e todo ele é triste. Talvez eu tivesse que ter deixado de acreditar que as coisas poderiam um dia ser diferentes, mas vejo um traçado padrão nos vários quadros que estão pendurados em minha parede. Pregos fincados... O mesmo pintor.

Devaneios sem sentido. Mas o que nesse tempo fez sentindo? Um sentimento que não diminui, só aumenta por alguém contraditório em tudo que diz e faz.

Silêncios seletivos. Para alguém você se faz presente, eu vi enquanto voltava aonde paramos para refletir e inúmeras vezes você retornava e não por mim.

Sufoquei agonias, contive impulsos e me mantive ali, sentada no canto do meu quarto, com os joelhos entre os braços, na penumbra. Nesse instante até a luz doía.  A luz que vinha sendo você, em dias que se tornavam mais perfumados, poéticos e bonitos, em felicidades plenas-temporárias que sempre se esvaem, como as lágrimas em meu rosto, e dói tanto. Tento te tocar e te busco, mas não o encontro mais e também não me procura. 

Será tão fácil deixar alguém a quem diz amar para trás no silêncio? Tão diferente de poucos dias antes. 

Disse-me que nada mudou, mas nada está igual. Nem mesmo os acontecimentos, que se baseiam em títulos para se saber seu o grau de importância, é preciso que sentimentos tenham rótulos... Será que assim doeriam menos?

Não vou mais questionar. O passar dos dias, mesmo que longos e sufocantes em mim, revelarão em algum momento o que isso significou, se é que significou. Quem é você? Alguém que cuida de detalhes ou quem ignora dias a fio. Não consigo mais acreditar que alguém que sente tanto, é capaz de abandonar assim para que se espedace lentamente.

Subi tão alto, toquei as nuvens e em curto espaço de tempo estava no chão, e em silêncio.

Não tenho mais forças, não quero mais palavras, o que é apenas é, pois não depende de mim ou de minhas vontades, não há nada que eu possa fazer. Então me resigno onde o que há em mim pulsa, em um sentimento que clamou por realização, por fatos concretos que tornassem as coisas palpáveis e não surpresas desagradáveis que parecem providenciais.

Mas quero e preciso deixar de esperar... E, no entanto queria que deixasse de doer também.

AE. 16/11/2012




Por que sempre acontece algo inversamente proporcional a felicidade sentida ao seu lado. 

Quem é você que aparece como a materialização de um sonho lindo e se vai com a mesma intensidade? Que veio e me deixou assim, sem saber se você é cura ou doença, bem ou mal, felicidade ou tristeza.

Eu creio nas coisas boas, mas não são elas que me fazem companhia à maior parte do tempo. Tudo é tão lindo, mas depois se vai e parece nem se importar em me deixar para trás, e em como eu ficarei. E então eu venho aqui, no único lugar que eu encontro, desde sempre para aliviar a minha alma.

Sento nesse banco de frente pro mar, coloco música em meus ouvidos, fecho os olhos e sinto a brisa tocar minha pele. E nesse instante a minha mente se vai para algum lugar onde você esteve comigo e eu espero, espero até que mais uma vez essa dor passe. E eu sei que você não virá hoje, assim como não veio em todos esses dias que eu te esperei, e não virá tão cedo, porque eu sinto, sinto quando está perto e disponível e quando se fecha e se vai, e dói, dói porque eu sei que você sabe que eu tenho precisado de você e prefere seguir com "suas coisas".

E se foi... Mesmo sabendo que deixou para trás alguém que disse amar com tanta veemência e que está sofrendo tanto por acreditar.

AE.16/11/2012


Sinto-me assim... Quando eu não consigo dormir, eu escrevo.

Tudo em mim é dor, e na esperança de obter algum alívio eu choro, em alguns dias várias vezes até.

O buraco aberto em meu peito não se fecha, falta-me o ar e às vezes eu rezo... Uma tentativa desesperada de fé para que a dor passe ou então seja ela ao menos suportável.

Sonhos e sentimentos doem quando estão morrendo, tanto como se essa dor fosse da minha própria morte.
Uma lembrança ingênua desencaixada meio a tudo isso, e ainda ela é dor, e se esvai junto com meu pranto nesse silêncio sólido, tão afiado feito uma faca que corta a carne e a faz sangrar, tão maligno como veneno que se bebe sem saber e vai morrendo aos poucos... Definhando, esvanecendo. Deixei de desfiar significados desta teia, isso faz o corpo se esgotar. Como torneira que já foi apertada ao máximo e espanou, e em noite escura pinga . Não tem para onde correr, não há nada mais a fazer, o registro foi fechado, mas ainda há água nas entranhas da casa, o barulho ecoa em cada cômodo, em cada canto, e dá agonia de saber que algo se vai, se esvai, aos poucos, de pouco em pouco, minguando, secando.

Veneno que corre nas veias e tem sabor amargo, consigo sentir seu gosto enquanto ele percorre meu corpo. E eu rezo... Suplico para que pare de doer. E dói tanto, como quem acorda de um sonho, lindo... Irreal, e antes mesmo de abrir os olhos, antes até da própria consciência tomar o meu corpo, todo o resto já é dor, é agonia. E a torneira não para de pingar, contendo a pressão para que a água não exceda os limites que sua condição impõe.

AE.23/11/2013 - 4:04/ 5:09

Sonhos duram uma noite, mas a realidade uma vida inteira.




Chega uma hora que a gente entende que deve abrir mão, deixar partir. Que querer conversar, chorar e tentar entender não levará a lugar algum.

Deixei de lutar contra o que sempre acontece. Quero esquecer, e peço a Deus que tire de mim todos esses sentimentos negativos e que liberte o meu coração de tanta dor.

Não há nada para ser feito por mim e nem consigo entender as motivações de tudo que aconteceu, talvez não faz mais diferença, e ainda sim é cruel, tantos dias em profunda angústia.

Você pesou, decidiu tudo e se foi, nem se importou em como eu ficaria, e se quer se interessou em saber.

Um amor tão real que parece sonho, um sonho eterno que nunca se realizará... Incoerente, inconsistente.

Você se fechou com o que te interessava e me deixou para fora, bateu e trancou a porta.

Lamentar?

Não sei continuar com isso, apenas escrevo quando dói demais, quando fica insuportável. Escrevo para aliviar o que eu sinto.

Saber?

Eu não sei, nunca soube e nunca saberei, essa história é feitas de lacunas tão profundas onde caberiam infinitos buracos negros... E mais, e mais e mais.

E eu vagando nesse espaço, onde não há nada, nem mesmo o ar, tudo é tão somente vácuo, e todo ele é tão escuro.

Então escrevo... Não para formular teorias ou acusações, apenas para aliviar a minha alma que se perde e cansou de tentar entender.

E em sua resignação pede:

Por favor, Deus!

Faça parar de doer.

AE.17/11/2012
"Sonho que se sonha só é apenas sonho...
Sonho que se sonha junto é realidade".
(Raul Seixas)

domingo, 18 de novembro de 2012

Todos esses dias eu acordei pensando - por favor me mostre que você não é esse monstro se revela a cada dia... Mas nada acontece. Devo então concordar com você "nem sempre o que parace é" e agora eu vejo que nem o que é parece. 

sábado, 17 de novembro de 2012

Por muito tempo achei ou você me fez pensar que eu era louca, desequilibrada. Que eu não sabia esperar o tempo que as coisas têm. Mas agora eu vejo, embora doa, todo o seu mecanismo.
Você aparece com uma urgência carente, suga o sentimento que há em mim, e estimula para que mais se produza e se vai, farto e satisfeito em seu ego.
Mas dessa vez não externei, não pedi para não me procurar mais (o que para mim sempre justificou o fato de você não voltar). Eu suportei sozinha essa dor do tamanho do mundo no meu coração. E em minha resignação, relendo o que me escreveu a menos de uma semana atrás e três dias antes de acontecer, eu percebo que se aquele sentimento fosse verdadeiro, e alguém no mundo me amasse desse jeito, seria incapaz de me fazer sofrer dessa forma, nesse silêncio pétreo e consciente ao qual você me reserva. Um amor deste tamanho tem o poder de curar, não de acorrentar, como alguém que prende uma pedra no meu pescoço e me joga, depois de ter me feito subir tão alto acreditando que tal acessório era uma jóia única no mundo que você havia me dado para representar o seu amor por mim. Uma pessoa pura assim, jamais seria tão egoísta a ponto de saber que quem o ama tanto, e ainda com incentivos seus de "se entregue sem medo", não me deixaria jamais, porque nunca se "quis alguém tanto assim".
Não sei se eu me reservo o direito de me arrepender por ter acreditado tantas vezes, me condenado e crucificado tanto, pensando que a culpa era minha, que o erro estava em mim ou, se eu agradeço por não ser o monstro que você é.
Uma vez achou descabido eu dizer que você não tinha nenhum diferencial, que era igual tantos outros, mas hoje devo concordar com você, consigo ver claramente o que te difere da maioria, você é cruel demais.
"O que sente para cegar a si mesma?" lhe respondo: foi o amor que eu sinto por você que me cegou, aquele que você buscou nesse tempo todo para curar suas misérias.
"Nem tudo é o que parece" e te parafraseando novamente - "desculpe, mas não parece", as coisas são pelo simples fato de como se apresentam... Sempre e por tanto tempo assim.

AE.17/11/2012

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Efeito Você

Já não sou mais eu, me transformei naquilo que você me torna. Um ser sem nenhuma relação com o que eu normalmente sou, eu e tão somente eu.

Como você pôde? Quando na verdade seu coração está em outro mundo, outro universo.
O meu mundo estável você balançou mais uma vez e por quê?

Sabes que o que eu sinto é amor, e para mim é simples que tu entendas – não me amas? Não me procure mais. Mas não, sempre que volta é assim, sentimentos e fatos ambíguos que tiram minha paz, me atormentam e me consomem.

Nada que eu diga, sinta e faça importa mais, e não fará com que você saiba o que se passa no meu mundo, não fará você saber o que eu trago em minha alma. Apenas e tão somente, dor.

E depois de lhe dizer do que sei você se cala como quem corresponde ao que dizem...

Quem cala consente.

Acho que agora enfim você não mais dirá que são invenções da minha cabeça. Isso sempre doeu muito em mim, pois meu coração sempre teve medo de toda essa estória.

Preciso voltar a sentir as minhas flores antes que tudo que eu quis para mim aqui se perca.

AE.15/05/2010-
RA

segunda-feira, 12 de novembro de 2012


Foto: A. E. Castro - Lindas e agora imortais

Música: A thousand years – Christina Perri

O sentimento ultrapassa o tempo e a razão, e se torna inexplicável.
Eu amo você desde o primeiro dia, desde o primeiro “oi?”.
Tudo sempre teve um significado. Uma palavra, um olhar, um abraço... Tudo tão sublime, puro e real.
Almas que se encontraram e nada nesse tempo foi capaz de separar e muitos podem ser incapazes de entender.
Suas palavras sempre foram sentidas em mim até que fosse chegado o tempo que suas mãos pudessem me tocar e seus olhos pudessem ver o que nossos corações sempre souberam.
Dias bem menos interessantes, somados a comidas japonesas quase sem sabor, depois de alguém inexperiente com hashis.
Eu quero você, quero ser o melhor que eu puder para você, é isso que eu desejo com força. Quero que nos sintamos sempre assim, plenos.
Você acrescenta muito a minha vida e ao que sou, e faz com que eu queira ser sempre melhor.
O que eu sinto cresce a cada dia e a certeza de és meu da mesma forma que eu sou sua ressignifica tudo, dá brilho a vida, transcende e encontra o seu lugar em tudo que há.
Um sentimento que é capaz de libertar, de melhorar e ser ainda mais intenso com o passar do tempo e nos deixar assim felizes, num contentamento sem fim quando se sabe que nunca se quis alguém desta forma.

Sonhos, pensamentos, desejos... Realizações.

AE.12/11/2012-RA