domingo, 23 de fevereiro de 2014


Às vezes eu me lembro de você e com saudade, mas quando me lembro de algumas coisas inclusive de você ter deixado a janela aberta só para me fazer sofrer e sentir-se justificado. O sentimento que me toma é o de tristeza, apenas isso, não há em mim mais questionamentos, sei que tudo se foi, assim como as sementes de um dente de leão recém sopradas ao vento.

AE.23/02/14-RA

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014


Em cada frase sua me encontro em versos, entorpecida, maravilhada. Arrebatamento causado pelo que tu és. Clama em mim a chama que arde ao ver-te confortável em si. Ressignifica o que há em tudo o que foi antes de ti, segue unindo suas rimas as minhas me deixando prosa, apaixonada.
Vem comigo! Juntos, seremos a própria poesia.

AE.19/02/14 - CA

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014


Às vezes eu olho para você e fico tentando entender o que pode haver por trás desse que se mostra a todos. Que se preocupa por alguém não estar em um lugar onde você considera ser o melhor e se esquece de si quando tens tudo para estar onde quiser e, no entanto, escolhe ficar.
O que há por trás desse alguém que se desconcerta ao ser indagado e expressa física e oralmente seu desencaixe?
Trata a todos com tanta doçura mas sente que está ficando amargo com o passar do tempo.
Quem é você que alcançou tudo e muito mais em uma das áreas da sua vida e segue como se carregasse sobre os seus ombros o peso do mundo?
Tão perto e tão distante, tão social e sozinho. Sinto vontade de ultrapassar esse muro que te separa do mundo e conhecer-te melhor, te fazer companhia... Mas tantos já o fazem.

AE.17/02/14-CA

domingo, 9 de fevereiro de 2014


Senti seu toque em minha pele no instante que seus olhos tocaram os meus. Tudo tão novo e inocente que guardei em mim muitas coisas suas – seu cheiro, o modo como sorri e mexe no cabelo, a cor da sua roupa e a maneira como o meu corpo responde a você.
Nada físico foi consumado, apenas aquela louca sensação de que tudo aconteceu dentro de mim, num desses raros momentos em que uma alma reconhece a outra como sua extensão e nada nunca mais é igual.
Nasci para este instante, nasci para sentir o imenso amor que trago em meu peito e para viver ao seu lado, poética, real e intensamente em um cotidiano comum onde a vida se manifesta no que há de mais simples – um café da manhã entre beijos e preguiças, um dia de compromissos e trocas e um descanso noturno olhando nos seus olhos e sentindo você tão próximo e real enquanto aliviamos o cansaço de nossos dias... Com um jantar, um filme com pipoca, uma massagem... Qualquer coisa, seremos comuns com uma vida inteira pela frente, simples e fortes como ar, sem grandes manifestações, mas vital.
Quero estar com você em cada conquista sua, minha, nossa e poder compartilhar todas as coisas que fazem com que eu me lembre de você quando estamos afastados, um lugar, uma palavra, um gesto... Você é quem eu admiro, é quem dá cor aos meus dias, é acima de tudo quem o meu coração escolheu para amar, sem posses, sem exigências, apenas juntos, um amanhecer de cada vez para que possamos construir um futuro em cada detalhe dia após dia, como flor que desabrocha.

AE.09/02/14-RA

sábado, 8 de fevereiro de 2014


Paris, em ruínas, continua iluminada.
Eu me chamo Antônio

O sentimento me toma e não há palavras suficientes para aliviar o que há aqui, o que trago na minha alma.
Quem um dia disse ter amado, se foi e agora espia o sofrimento de quem amou pela fresta da janela.

AE.09/02/2013-RA

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Hoje como em alguns dias senti necessidade, algo dentro de mim pedia incessantemente “toque-o”, por favor, “toque-o”, mas eu disse-me – eu não posso, nada que eu faça é capaz de mudar o que houve, e eu já não sei mais. Tudo que eu poderia ter feito eu fiz, até mesmo o que me foi pedido, e assim, fico aqui acumulando riquezas que não possuem valor algum – “... o silêncio ouro”.
Coloquei os fones nos ouvidos no volume mais alto em que eu fui capaz de ouvi, a música começou, e senti o meu corpo inteiro se arrepiar e se acomodar em cada acorde. Em cada palavra cantada, senti o meu amor por você tão real, tão forte e abnegado tomar o meu corpo. Fechei os olhos, os cobri com as mãos e você me veio à mente, lembrei-me do jeito que me abraçou quando me viu no nosso último encontro, das flores que trazia nas mão e no quanto você é lindo aos meus olhos.
Cada detalhe seu, calça palha (como me disse uma vez que gostava) e blusa listrada, mais alto, mais forte, mas ainda sim o mesmo que de ansiedade sorria o tempo todo. Lembrei-me de tantas coisas que mesmo apesar do tempo, aconteceram entre nós pela primeira vez.
Sinto dentro de mim quando me lembro a forma como se aproximou dentro do elevador e nas vezes que falou ao meu ouvido, ainda agora o meu corpo responde a você. Sobre tudo me recordo da forma como me olhava, não era apenas desejo, não parecia ser, eu conseguia me ver através de você, era como se eu mesma pudesse me reconhecer, como se me olhasse da mesma forma que eu olhava para você – era confirmação, admiração e vontade, vontade de viver uma vida inteira ao seu lado.
 Tudo reapareceu com tanta intensidade que baixei a cabeça que passou a ser amparada por minhas mãos, neste instante, ainda que meus olhos se mantivessem fechados a emoção transcendeu e percorreu meu rosto por saber que nunca mais estaremos perto... Você não vai voltar.
E foi neste instante, que de forma triste e resignada eu fui capaz de perceber o medo que há em mim... O medo de esquecer o que eu ainda lembro de você.


AE.05/02/2014-RA

Certa vez perdoei o seu "teatro" e você com tudo que diz querer e sentir sai e fecha a porta com tanta facilidade se sentindo justificado por algo que eu não fiz... Hoje eu vejo, mesmo que ainda fosse possível não tenho tanta certeza se é alguém assim que eu gostaria de ter ao meu lado. Tão soberbo, se julga acima do bem e do mal. Não se pode sentir coisas tão contraditórias por uma mesma pessoa.