sexta-feira, 4 de julho de 2008

Perfeição



Não acredito em perfeição e nem gosto muito desse rótulo - perfeito.

Quando buscamos a perfeição ou o que é perfeito,
deixamos de valorizar as pequenas coisas,
os pequenos detalhes.

Deixamos de olhar o real e o que é possível,
deixamos de reconhecer o que está a nossa frente e de valorizar o que temos.

Se tudo fosse perfeito nada teria graça,
são as imperfeições que tornam as coisas especiais e inesquecíveis.

São as coisas mais imperfeitas que nos dão prazer,
as frases mais imperfeitas que ficam,
as atitudes mais imperfeitas que nos fazem crescer,
as pessoas com suas imperfeições que amamos e as situações mais imperfeitas são as que marcam para sempre.

AE. 2006

terça-feira, 1 de julho de 2008

Probabilidades



Tudo tão distante e próximo ao mesmo tempo.
Onde está você?
Aqui e ai você diz.

Impossível?
Acredito que não, pois não te vejo mas te sinto aqui.
Desafiando as leis da Física?


Isso é perigoso!
Mas já me disse que não teme, e corajosamente tenta todos os dias.
Tenta aquilo que tantos buscaram e bem poucos quase conseguiram.


Será você?
Talvez, não quero que acabe.
E "prometo que meu coração não quer e eu não desejo isso”.


Promessas!
Até onde são válidas?
Até onde sentimos que são possíveis e você tem feito com que tudo se torne possível.
Errando ou acertando.

Inocência?
Pode até ser, mas prefiro pecar por inocência, coisa de criança que vive intensamente, do que por pessimismo, coisa de adulto que muitas vezes perde o que a vida tem de melhor.

Continuemos a travessia, sem esquecer do início e cuidando sempre para que não haja fim.
Sempre assim, eu perfumando seus dias com minhas flores e você me aquecendo com sua presença.

AE. 01/07/2008 - RA

domingo, 29 de junho de 2008

Valores


Onde estão?
Nas igualdades?
No senso comum?
Ou em cada um de nós?

Para que dar valor?
Quem liga para isso?
Isso é coisa do passado?
Algo que precisa ser resgatado?

O que não tem valor?
O que os outros julgam não ter?
O que dá mais trabalho?
O que não tem graça?

Como dar valor?
Pelo que é mais bonito?
Pelo que é mais fácil?
Ou pelo que é mais recompensador?

Onde estão os seus valores?
No mais prático?
No mais rápido?
Ou no que traz sentimentos?

Procure as respostas,
Ainda que seja confuso,
A procura de respostas,
Trás novos valores,
Conceituados por você,
E não por aqueles que já têm os seus
.

AE.29/06/2008 - RA

quarta-feira, 25 de junho de 2008

As flores e eu



Quem és tu ó planta?
Quem és tu que não se move a mercê do tempo, do povo e de toda a alteração que possa vir?
Quem és tu que apesar de tudo se esforça?
Quem és tu que o vento acaricia e os outros agridem?
Quem és tu que persiste?

Talvez a terra dura, talvez o sol cáustico ou fatores além de sua vontade a tivessem maltratado tanto, afim de que desista.
Mas não, tu continuas lá, como se os sofrimentos nada possam fazer a não ser te decair temporariamente, pois tu, tu continuas lá. Continuas lá da forma que dá, do jeito que podes.
E pra que, por quê?
Desista, dizem os que passam...
Aceite, dizem os que a maltratam...
E ela? Ela continua lá.
Lá no seu lugar,
Lá a se reconstruir,
Lá a vigiar,
Lá para ser o melhor que se pode ser.

Pois quando chegar a época certa, ela sabe o que virá.
Algo que fará tudo ter valido a pena.
A flor.


Como pode ser o fruto de todo o seu caminho e sofrimento algo tão belo, delicado e singelo?
A vida tem dessas coisas para mostrar que os que são capazes de suportar os maus zelos da vida podem sim ter no final algo que faça todo o trajeto ter valido a pena, basta querer.


Os que vencem são os que lutam e não aqueles que reclamam e deixam de seguir.
São aqueles que vão até o fim, que sentem o orgulho de terem feito o melhor que puderam com o que lhes foi dado, do único jeito que souberam.

Ela sente que não haverá outro jeito, pois, ainda que desista as coisas continuam a acontecer, e se entregar não a fará melhor nem mais feliz, pelo contrário, a tornará fraca e doente, e assim ela jamais saberá qual será a implicação de tanta consternação para a seqüência da vida.

Muitas vezes para que haja belas flores tem que haver resignação da planta, ainda que sofra, ainda que a machuquem e caia, sempre consegue forças para se recuperar e seguir em busca da tão esperada flor.


AE.24/06/2008

terça-feira, 24 de junho de 2008

Amar?



Em certas horas o coração gela e treme
Não sei se de medo ou de vontade
Tantos poderiam entrar ou ter entrado
Mas o frio gela e treme
Fazendo com que todas as possibilidades se esgotem
Será o frio?
Será o medo?
Sendo assim, não sei
O que fica aqui é sempre frio
Frio do que talvez pudesse ter sido
Se não fosse o medo.

AE.24/06/2008 - PE