quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Mudar



As palavras têm energia, umas mais e outras menos para mim. Mudar é uma das que tem muita energia. Sinto suas vibrações em mim, em cada pensamento, em cada palavra, em cada atitude.
Tenho me percebido diferente, no entanto não sei diagnosticar ou discorrer sobre as diferenças que há entre mim antes e da que eu sou agora.
Sei apenas de algumas coisas que se somaram e de outras, que embora importantes, não representam mais minha proposta.
Sou um ser mutável, como tudo e todos e, agora me reconheço em outros lugares, outras músicas, outros assuntos e em outras pessoas.
Não tive coragem de mudar ou atualizar o que eu vinha sendo, até o momento que me percebi diferente, que senti que aqui não cabia mais o que eu sou.
Nesse momento me afastei, procurei e não achei nada que significasse e pudesse representar a minha alma, que agora vibra diferente.
Tive vontade de algo novo, de outro, outras coisas, outro tema, outra proposta. Não me vejo mais aqui, mas ainda percebo minhas flores, elas estão em mim, sempre estarão.
Isso para mim tem tom de despedida e sabor de continuidade, por isso agora deixo para trás parte do que por um tempo fui e continuarei sendo de outra forma.
Talvez um dia volte, mas, no entanto, esse é um momento de partida.
Parto para uma outra parte de mim.

AE.18/08/2010-As Flores e Eu

quarta-feira, 7 de julho de 2010


Reflexões acerca de Sistemática Vegetal.


No entanto, o simples fato de que uma planta extinta tenha sofrido fossilização não significa que sua linhagem tenha se originado antes das linhagens referentes às plantas atuais; a única certeza que temos é que ela morreu antes.
(Judd, 2009)


Navalha de Occan: Não envolva uma hipótese mais complexa do que a necessária para explicar os dados. Isso é também chamado de princípio de simplicidade , ou parcimônia, que nos conduz a preferir a menor rede. O fato de ela ser a mais curta não a torna correta, no entanto ela representa a explicação mais simples para os dados.
(Judd, 2009)


Se pode aprender uma mesma coisa de várias formas.


AE.07/07/2010

terça-feira, 29 de junho de 2010

Onde está o meu amor?

Composição: Paulo Ricardo / Luiz Schavion

Onde está o meu amor?
Quem será? Com quem se parece?
Deve estar por aí ou será que nem me conhece
Onde andará o meu amor?
Seja onde for, irá chegar.
Onde está o meu amor?
Que será que ele faz da vida?
Deve saber amar e outras coisas que Deus duvida
Corre, se esconde, finge que não, jura que sim
Morre de amores, aonde?
Longe de mim
Onde está o meu amor?
Leve e envolto em tanto mistério
Deve saber voar, deve ser tudo que eu espero
Onde andará o meu amor?
Seja onde for, eu sei que vai chegar
Vai chegar
Corre, se esconde, finge que não, jura que sim
Morre de amores, aonde?
Longe de mim
Onde está o meu amor?
Deve estar em algum lugar

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Pensamentos impuros


Não consigo escrever, pois ao querer começar me lembro de tudo, e logo meu corpo se enche de sensações e o meu coração bate acelerado.
Lembro-me das conversas ao telefone, do seu jeito de falar, do seu cheiro. Sua boca quente na minha, a textura do seu corpo contra o meu, de você em mim, e depois das suas mãos suaves coçando minhas costas.
O ato, o descansar, tudo tão maravilhoso e sensorial, alternando entre a intensidade de mais um encontro e a avassalação de um desejo que foi percebido desde o primeiro dia, desde o primeiro instante que seus lábios tocaram os meus.
Quero a intensidade, a avassalação e tudo aquilo que eu for capaz de sentir ao seu lado. Não há coisas que me impeçam, há tão somente a vontade, o desejo e o sentimento de que você é alguém especial, alguém em quem eu penso durante o dia.
Uma tentativa de não se envolver que foi em vão, a semente caíra na terra já nas primeiras palavras, e depois, por mais que eu quisesse não fui capaz de voltar a trás. Eu quis tentar, eu quis viver tudo isso, quis o mundo fora do meu mundo, quis o seu mundo, quis você...
E ainda quero você para mim.


AE.28/06/2010-FE

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Amor da minha vida



Amor maior do mundo.

Não tem coisa mais linda que o seu sorriso.

Não há força maior que eu sinta do que a que está no desejo que eu tenho de que seja feliz.

Não há futuro melhor que ao seu lado.



Não há amor maior que eu pudesse ter sentido nesse mundo desde antes mesmo de ver seu rosto.

Não há emoção mais forte do que te ver pela primeira vez.

Não há como não te amar. Meus problemas se tornam ínfimos quando você sorri ou quando ouço sua voz no telefone.

A pessoa mais amada desse mundo, a qual eu quero bem e quero tudo de mais lindo.

Sou melhor depois de você, sou mais capaz.

Quero que tenhas orgulho de mim, quero a minha vida inteira te ter junto a mim. Mesmo longe, mas sempre perto.

Meus dias mudam quando me lembro de você e dos momentos passados ao seu lado.

Quero que sua vida seja repleta de aprendizados e ensinamentos, que você só leve o melhor, que você só espere pelo melhor.

Estarei sempre por perto através desse amor descomunal que eu sinto por você.

À essa criança linda, sempre e mais uma vez quero dizer...

Murilinho a tia ama muito você.

AE.16/06/2010-MU

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Dimensões




Muitas coisas tem se perdido, muitas palavras lidas tem pesado, algumas ferem minha alma.
Nada é muito compreensível ou até mesmo visível.
Vejo o mundo acontecendo.
Estou aqui do lado de fora do meu mundo, e o que eu vejo é confuso, é saudade, é medo, vontade e tristeza.
Pensei que se eu saísse as coisas seriam melhores, mas não são, não enxergo nada direito, tudo parece distorcido e nada parece ser do jeito que é.
Me sinto triste, pois antes de sair havia a ilusão de que o mundo seria diferente, e que ele só não era porque eu não ousava vivê-lo, porque eu não me atrevia. A ilusão acabou, e o que resta é o que eu vejo, certo ou não.
Algumas lembranças me fazem companhia, muitas me fazem chorar. Estou realmente triste, e agora que eu estou no mundo, não restam mais as coisas que eu pensei que haviam aqui deste lado. Eu me sinto só.
Um solidão doída que faz com que eu me lembre de você, de quando dizia para mim que a sua vida consistia na passagem dos dias e, que talvez eu fosse mais feliz por ter minhas flores.
Me sinto como você tantas vezes se descreveu, e eu sei que minhas flores existem, mas parece que eu não faço mais parte do mundo delas, parece que estamos em dimensões diferentes e eu não as posso tocar, não as posso sentir. Outras dimensões... Assim, da mesma forma que você.
Nós dois erramos, e eu, mesmo sabendo disso, não consegui parar, deixei que meu medo, insegurança e ansiedade me dominassem, sempre com a ilusão de que viver sem você seria melhor do que esperar.
Tudo revirou, derramou, e não conseguimos reter a água antes que ela evaporasse.


AE.14/06/2010-RA


"Maybe I know, somewhere
Deep in my soul
That love never lasts
And we've got to find other ways
To make it alone
Or keep a straight"
(Paramore-The Only Exception)

sábado, 12 de junho de 2010

Encontro



Sentada no chão do meu quarto com o computador no colo e um documento em branco na minha frente, me recupero do frio que senti lá fora, no meu corpo e na minha alma.
Eu a vi, tão de perto, acho até que nos tocamos, era ela, eu sei. Ela não me conhece e eu não sei bem quem ela é como pessoa, não sei o que ela é ou significa para você. Mas o fato é que assim como o frio desta noite de inverno congelava o meu corpo senti o frio dessa história congelar meu coração.
Lembrei-me de tudo e lamentei. Lamentei que numa noite deste mesmo mês há dois anos atrás trocamos as primeiras palavras, lamentei todas as vezes que quase enlouqueci com toda essa história, me esquecendo até mesmo de quem eu sou.
Dói-me lembrar do que me acusas e, no entanto, se algum dia estiver aqui lendo essas palavras saberá que és tão culpado quanto eu, mas ao contrário de mim, uma vez aqui, tu sabes o que buscas e o que encontrarás, a sua motivação é diferente da minha, pois o que vi não foi o que eu procurava, pois o que eu queria encontrar não estava nem de longe revelado no que eu vi. E eu sei que pensar que um dia você possa entender essa sutil diferença é esperar demais de você.
Duas histórias se cruzaram nesta noite fria, duas vidas, dois caminhos e algo em comum, você presente em algum momento de nossas vidas.
Senti frio durante todo o caminho de volta para casa, não sei se era meu coração sob efeito das lembranças, a noite de inverno, ou os dois.
As folhas caiam dos galhos das árvores sob a ação do vento, elas caiam geladas, assim como as lágrimas em meu rosto.
A neblina densa, caia, e me impedia de ver nitidamente o caminho, da mesma forma que os fatos que se mostraram a mim me confundiram e me fizeram sofrer tanto.

AE.11/06/2010-RA