terça-feira, 30 de julho de 2013


Satisfação de estar onde se deve, paz de se fazer o que tem que ser feito e felicidade por constatar a serenidade que há quando se reconhece que está criando raízes fortes e profundas.
AE.30/07/2013

quarta-feira, 17 de julho de 2013


As pessoas são para nós o que elas são ou o que nos tornamos através delas? 
AE.17/07/2013

quarta-feira, 19 de junho de 2013


E eu te digo: o mundo é pequeno demais para o tamanho das mentiras que contou. A verdade cedo ou tarde aparece. Foi o que aconteceu.

AE.19/06/2013

domingo, 9 de junho de 2013


Para que o amor permaneça ele precisa diariamente ser construído, moldado, lapidado. Assim como nós e não apenas a mim. Construir juntos significa em igualdade não o imaculado e confiável no seu pedestal apontando e tratando o outro como marionete cega e surda sem senso crítico próprio.
Você já parou para pensar que aos meus olhos  talvez você não seja tão perfeito e digno de confiança quanto pensas que é?!
Não adianta ainda ter o que dizer - paredes não são erguidas sem alicerce, sementes não germinam em solo infértil - é preciso atitude.
Para que se siga por algum caminho, antes primeiro precisa-se decidir que rumo tomar, seguindo na mesma direção ou em direção opostas e com a certeza de que independentemente do caminho que se siga de alguma forma se pode ser feliz e seguir juntos.

AE.09/06/2013

sexta-feira, 7 de junho de 2013


Eu acho bonito quem é capaz de amar pelo que é através do sentimento por outro alguém.
Acho sublime quando eu vejo empenho em palavras, mas, sobretudo em atitudes que são capazes de revelar e fazer crer no que se traz na alma.
Não é necessário rótulo algum, o que o torna real é o comprometimento que vai além, pois ele não é somente com a outra pessoa, mas sobre tudo consigo mesmo, embasado apenas pela força do sentimento verdadeiro que há em si. Algo que muda a ti, ao outro e o mundo. Nada mais é igual, tudo tem outra cor, outro brilho, até mesmo a tristeza ou desânimo que em alguns momentos encontram energia no que há em você e se restauram.
Duas pessoas, muitas vezes perto, talvez, nem sempre ou até mesmo nunca perto... Sempre com objetivo de crescer e ao longo da travessia dividir seja lá o que for para estar junto e de alguma forma conhecer o que há na essência um do outro até que tudo possa ser como se quis... Fortes e unidos.
Eu vejo isso acontecendo, e vez ou outra me emociono por saber que no mundo existem pessoas que não se perdem em brevidades, que acreditam no que há de maior e mais gratificante, em um sentimento que é capaz de transcender aos percalços e ainda fazer acreditar que acima de tudo o que se sente pode ser vivido da forma única pela qual dois corações se reconhecem.

Poucos os que identificam o amor, e raros são aqueles que têm coragem e disposição para vivê-lo.

AE.07/06/2013

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Coisas que eu só tenho coragem de contar a mim mesma.




Hoje eu te vi, no último instante antes de você subir na escada rolante.
Te vi de relance arrumando o cabelo. Óculos escuros, mochila, calça e blusa pretas, um corvo que veio voando e me causou ânsia, quis involuntariamente nesse momento colocar tudo para fora, sentimento, essa história e você. Mas não pude, não houve como, não pude escolher, assim como não tive a chance e nem o direito de te pedir para ficar.
Você subindo e eu passando, calça jeans, blusa branca e mochila amarela, um pouco mais de cor, diferente de você não escondia meu rosto, cansado e perturbado.
Tanta coisa mudou desde a última vez, exatos 120 dias.
As pessoas com quem moro não mais estarão comigo, decidi encontrar outras, encontrei, tudo certo, combinado, planejado. Mas algo clama em mim, essa inquietude e essa necessidade ambígua de ter quem eu amo perto e de estar na solidão da capital, na cidade mais movimentada desse país.
Comecei a pensar em voltar, troquei uma idéia aqui e outra ali, e tudo se arranjou como se ao desejar, de imediato já tivesse decido, e ao decidir, de imediato realizar.
Não posso querer-te aqui, não me permito a isso, coisa demais para esquecer e deixar para trás.
Te vejo hoje, em um dia não tão bom, em um dia de cansaço, rosto abatido e confusão em mim.
Quero ir, quero ficar, quero almoço de domingo em família quero a liberdade inspiradora dessa cidade.
Te quis, talvez te quero e o seu querer se foi quando soube disso. Você quis não querendo e se foi quando eu parti. Você se foi e o acaso hoje te colocou em minha frente arrumando o cabelo ao subir a escada, te colocou na minha frente todo de preto, tão escuro como a onda que me leva e tira de mim a intensidade.
Vou indo, levada pelos acontecimentos na serenidade e aceitação de quem entende que há momentos alegres e tristes, mas dentro de mim, onde quer eu vá haverá esse saber de que o que é aqui, será lá e em qualquer lugar. Uma vontade de colocar para fora em contraste com a inércia do mundo externo o meu caos interno. Ambíguos, antônimos. Dois mundos separados apenas pela minha pele. Vontade de romper essa barreira e sentir a liberdade, e a paz de ver tudo ali estirado ao chão, se misturando, uma alquimia mundana na calma de não sentir necessidade de ouvir essa voz ponderada com ar de responsável que habita em mim querendo que eu siga algumas convenções que cresci achando que eram certas, que amadureci acreditando que era o que eu precisava fazer, mas quero irromper, ultrapassar, transpor, transcender, estar em mim e realizar o que eu desejo o alívio externado quando eu escrevo.
Eu sabia que você estava ali. Mas não olhei para trás, não quis saber se também me viu, se me olhava, te deixei subir da mesma forma que te vi partir, passiva e resignada.
Em mim encontro ânsias ambíguas e involuntárias. A fisiológica de colocar tudo para fora e a emocional de te querer perto em uma realidade que não é a que houve e nem a que há.
Te vi subir, de preto, óculos escuros e arrumando o cabelo.

AE.15/11/2013-LF