quarta-feira, 11 de maio de 2011

E foi



O momento da partida ficou entre você e eu... Entre nós.
Me despedi de você que sempre estará em mim.
Saudades do que eu tenho aqui dentro e jamais vou esquecer.


AE.11/05/2011-DL

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Ele


Enfim você chegou e foi como eu sabia que seria.

Você ali, quietinho e eu ao passar senti a impressão de ter visto algo. E era você.

Tão simples, tão diferente de tantos iguais a você.

Meu primeiro dente-de-leão se abriu e o meu dia parou.


Parou em uma felicidade sem fim, parou numa beleza sublime que apenas é e se deixa ser.

Meu coração se aquece, olha você e sorri. Sorri comigo que ao passar os dedos em você sente a leveza e a pureza da fragilidade que há, e na coragem de se abrir pelo tempo necessário de tornar o dia de alguém mais feliz, de alguém que te esperou todo esse tempo e sabia, eu sabia dentro de mim, que seria o mais lindo de todos por ser o que eu tanto esperei.

Meu primeiro dente-de-leão logo irá completar aquilo a que veio, mas nunca sairá de mim, nunca será esquecido ou menos lembrado, pois te sentia antes mesmo de tê-lo aqui.

Seja enquanto há de ser e depois desmanche-se nessa beleza incontida que traz dentro de ti e eu ficarei aqui, a cuidar, a zelar dos que virão depois, mesmo sabendo que não serão iguais a você, já que nenhum deles tornará a ser o meu primeiro dente-de-leão.

AE.06/05/2011-DL

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ainda ele


Hoje assim que te vi você sorriu e meu dia se alegrou.

Tudo se tornou pequeno diante da grandeza que você tem para mim.

Sua flor estava lá, aberta e, o que eu vi ontem foi apenas uma sombra, sombra do que você parecia ter sido.

Amarelo como o sol e lindo como o dia de hoje.

Queria ser capaz de abraçar-te e dizer: Seja bem vindo, meu primeiro dente-de-leão.

AE.27/04/2011-DL

terça-feira, 26 de abril de 2011

Meu primeiro dente-de-leão


Hoje sua primeira flor abriu. E eu pude apreciá-la somente no comecinho da manhã o seu início de desabrochar.

Queria ter podido ficar mais, mas não deu. A vida nos empurra. E eu tinha tanta esperança de que eu pudesse te encontrar a noite, mas não, você já tinha partido.

A tristeza só não foi maior, pois eu sei que muito em breve ele virá, o meu primeiro dente-de-leão.

Talvez essa felicidade se sobreponha àquela que eu senti no dia em que soube que você chegaria, e neste instante, lembrei-me de quando te trouxe para casa, tão pequenino, ainda semente em minha mão.

E hoje, em um dia nublado de quase inverno sua flor se abriu, amarelo como o sol, o sol que me aqueceu o dia todo com essa alegria.

Agora fico aqui, com esse sentimentozinho de saudade, saudade daquilo que eu não vi e, aguardando quem observarei com carinho até que se desmanche e vá para longe, vá levar aquilo que um dia trouxe para mim... A felicidade que há nas coisas simples.

AE.26/04/2011-DL

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Bem pequenininho


Um trechinho pequenininho, um trechinho discretinho e meiguinho.
Um trechinho do tamanho do tempo que eu tenho para estar aqui.
Um trechinho de tamanho inversamente proporcional ao tempo que gostaria de aqui estar.
Aliviar a alma nesse meu espaço tem sido cada vez mais raro, mas não menos importante.

AE.18/04/2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

Inconstante


Não consigo parar de pensar em você, não sei o que é isso.

Quando leio o que escreve sinto você, mas quando se ausenta e ignora as minhas tentativas de contato, quero te tirar da minha vida e me arrependo de ter te deixado entrar.

Alguém que me acompanha mesmo de longe, nunca, nesse tempo todo esteve verdadeiramente distante.

Mas quando diz que vai ficar perto que quer as coisas diferentes não consegue ou não quer permanecer constante.

Isso sim me consome e tira a minha paz.


Não saber o que há entre aquele que me procura determinado e aquele que some e me deixa sozinha sem notícias.

É cruel demais torturar com silêncio e ausência.


Uma história longa, cheia inseguranças e mal entendidos.

Mas uma vez pedi para que não volte, por não suportar essas ausências inexplicáveis que me consomem, me fazem mal e me atrapalham.

Se tudo que diz nos momentos em que está presente é verdade, talvez estejamos condenados a viver assim, nos sentindo distantes,  e dessa forma, apenas te sinto e não preciso esperar.

AE.21/03/2011-RA

sábado, 19 de março de 2011

Invariável


Às vezes sinto tudo isso como alucinação da minha cabeça.

Alguém que aparece e se vai deixando apenas palavras.

Será que é somente isso que você é, palavras que completam as minhas?

Não sei o que dizer, não sei como agir...

Sua vida é distante da minha, seu tempo não é como o meu, seus horários não são flexíveis... E eu como sempre fico com a sensação de que você voltou e como evidência... Palavras.

Sempre assim, depois de um tempo você aparece e eu sinto medo, e penso se avanço ou não, mas resolvo te ouvir, quero acreditar, não que eu duvide, me refiro em relação ao tempo, quero que o tempo passe para que você me mostre o que realmente há e houve em todo esse tempo de idas e vindas.

Mas o que eu vejo é rotina, sua rotina que te consome e vejo rotina também no que sempre acontece, você vem, se faz presente um ou dois dias, mantemos algum contado eventual e depois, eu aqui, pensando que talvez seja melhor mesmo manter tudo como está, sem vindas.

Não é que eu não quero você, não é que eu ache qualquer coisa, é o que sinto, sinto o tempo e não sinto você, isso me dói.


Dói assumir isso e dói saber que quando leio o que você escreve, eu fico com a sensação de que eu poderia ter esperado mais e, de que tudo realmente está ai, dentro de você, mas eu não consigo, os significados são maiores, mas as esperas longas demais, proporcionalmente incomparáveis.

Eu sinto tanto que dói, mas, no entanto sei que quantidade nunca importou para você e frequência sempre significou muito para mim, nos nutrimos de maneiras diferentes.

Tenho medo que leia e não entenda, tenho medo que leia e se afaste, mas não posso ter medo de expressar o que eu sinto onde eu realmente encontro espaço para escrever, aqui.



Eu quero, mas é difícil para mim.
AE.19/03/2011-RA