domingo, 9 de fevereiro de 2014


Senti seu toque em minha pele no instante que seus olhos tocaram os meus. Tudo tão novo e inocente que guardei em mim muitas coisas suas – seu cheiro, o modo como sorri e mexe no cabelo, a cor da sua roupa e a maneira como o meu corpo responde a você.
Nada físico foi consumado, apenas aquela louca sensação de que tudo aconteceu dentro de mim, num desses raros momentos em que uma alma reconhece a outra como sua extensão e nada nunca mais é igual.
Nasci para este instante, nasci para sentir o imenso amor que trago em meu peito e para viver ao seu lado, poética, real e intensamente em um cotidiano comum onde a vida se manifesta no que há de mais simples – um café da manhã entre beijos e preguiças, um dia de compromissos e trocas e um descanso noturno olhando nos seus olhos e sentindo você tão próximo e real enquanto aliviamos o cansaço de nossos dias... Com um jantar, um filme com pipoca, uma massagem... Qualquer coisa, seremos comuns com uma vida inteira pela frente, simples e fortes como ar, sem grandes manifestações, mas vital.
Quero estar com você em cada conquista sua, minha, nossa e poder compartilhar todas as coisas que fazem com que eu me lembre de você quando estamos afastados, um lugar, uma palavra, um gesto... Você é quem eu admiro, é quem dá cor aos meus dias, é acima de tudo quem o meu coração escolheu para amar, sem posses, sem exigências, apenas juntos, um amanhecer de cada vez para que possamos construir um futuro em cada detalhe dia após dia, como flor que desabrocha.

AE.09/02/14-RA

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