quarta-feira, 1 de abril de 2009

Você me faz tão bem



Me faz tão bem conversar com você;
Me faz tão bem a forma como se expressa;
Me faz tão bem a grandeza de sua alma;
Me faz tão bem seu otimismo.

Me faz tão bem sua inocência e pureza;
Me faz tão bem a forma como se preocupa comigo.

Me faz tão bem a maneira como demonstra querer meu bem;
Me faz tão bem te querer na minha vida;
Me faz tão bem ter você em minha vida.

Me faz tão bem saber que está comigo;
Me faz tão bem as coisas que você desperta em mim.

Mas acima de tudo me faz bem saber que tudo em você é assim, que tudo isso de bom que tem é seu, e que está aí para que o que me faz de bem, não seja apenas meu, mas seu também.

AE.01/04/2009-RF

quarta-feira, 25 de março de 2009


Till We Ain't Strangers Anymore
(Jon Bon Jovi, Richie Sambora e Brett James)




It might be hard to be lovers,
but it's harder to be friends
Baby pull down the covers,
it's time you let me in
Maybe light a couple candles,
I'll just go ahead and lock the door
If you just talk to me baby,
till we ain't strangers anymore.

Lay your head on my pillow,
I sit beside you on the bed
Don't you think it's time we say
some things we haven't said
Ain't too late to get back to that place
Back to the way we thought it was before
Why don't you look at me here,
till we ain't strangers anymore.

Sometimes it's hard to love me,
sometimes it's hard to love you too
I know it's hard believin,
that love can pull us through
It would be so easy,
to live your life with one foot out the door
Just hold me baby,
till we ain't strangers anymore.

It's hard to find forgivness
When we just run out of lies
It's hard to say you're sorry
When you can't tell wrong from right
It would be so easy
To spend your whole damn life
Just keeping score
So let's get down to it baby
There ain't no need to lie
Tell me who you think you see
When you look into my eyes
Let's put our two hearts back together
And we'll leave the broken pieces on the floor
Make love with me baby
Till we ain't strangers anymore.

We're not strangers anymore
We're not strangers
We're not strangers anymore


AE.25/03/2009

domingo, 8 de março de 2009

Falar


O simples de mim é falar.
Falar para ajudar,
Falar para curar,
Falar para entender,
Falar para partilhar, acompanhar, fazer rir e compreender.

Sou palavras.
Palavras que vem de dentro e buscam se tornar concretas.
Com o único propósito de ser feliz e fazer feliz quem me cerca e quem eu amo.

Achou que sou assim.
Palavras ingênuas muitas vezes,
Palavras altas e ásperas em tantas outras.

Mas de onde emanam essas palavras é pequeno, é criança, é algo que não conhece o impossível, pois sabe e sente que precisa continuar do jeito que pode, da maneira que dá.

Palavras que buscam outras que as completem.
Buscam palavras simples.
Para que nessa simplicidade se possa ser feliz,
Não com muito ou pouco, simplesmente com o essencial.

AE.13/01/09-RA

sexta-feira, 6 de março de 2009

Believe


Por muito tempo em minha vida esperei encontrar alguém que completasse as coisas que eu escrevo, alguém que me fizesse rir com coisas inteligentes, que me surpreendesse com atitudes simples e triviais, alguém que se preocupasse com o que eu não digo, para que o mais importante e essencial fosse sentido.

Alguém que me fizesse chorar com alma de emoção.

Por muito tempo quis alguém que pudesse estar ali, que quisesse e buscasse as mesmas coisas que eu, e acima de tudo estivesse afim e disposto a enfrentar tudo que fosse preciso para que pudéssemos realizar os nossos sonhos.

Alguém que me fizesse sonhar e que acima de tudo me ajudasse a realizar.

Por muito tempo desejei alguém que me tocasse sem ao menos estar perto, alguém que me fizesse acreditar que o gelo que me paralisava não existia, e sim a armadura que eu me permitir vestir que me bloqueava e fazia com que tudo que fosse externo a mim se tornasse motivo de dúvida e desconfiança.

Alguém que me fizesse conhecer o que eu tanto temo.

Por muito tempo sonhei com alguém que fosse capaz de me fazer acreditar que o amor não faz doer e sim é reconfortante e capaz de fazer feliz ao saber que há alguém por você que o ama e está ali pelo simples fato de admirar você por tudo que é, e não apenas pelas coisas boas que é capaz de enxergar.

Alguém que se complete em mim.

Há algum tempo percebi que posso sofrer muito até encontrar alguém assim e então tornei a guardar todos meus sonhos em uma caixa na última prateleira da minha estante, e quem sabe, talvez um dia eu encontre alguém que seja capaz de me fazer duvidar até que consiga acreditar.


AE.05/03/2009

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Meu preferido no mundo


Amo como o amor ama.
Não sei razão pra amar-te mais que amar-te.
Que queres que te diga mais que te amo,
Se o que quero dizer-te é que te amo?
 
 
Quando te falo, dói-me que respondas.
Ao que te digo e não ao meu amor.
 
 
Ah! não perguntes nada; antes me fala
De tal maneira, que, se eu fora surda,
Te ouvisse todo com o coração.
 
 
Se te vejo não sei quem sou: eu amo.
Se me faltas [...]
... Mas tu fazes, amor, por me faltares
Mesmo estando comigo, pois perguntas —
Quando é amar que deves. Se não amas,
Mostra-te indiferente, ou não me queiras,
Mas tu és como nunca ninguém foi,
Pois procuras o amor pra não amar,
E, se me buscas, é como se eu só fosse
Alguém pra te falar de quem tu amas.
 
 
Quando te vi amei-te já muito antes:
Tornei a achar-te quando te encontrei.
Nasci pra ti antes de haver o mundo.
Não há cousa feliz ou hora alegre
Que eu tenha tido pela vida fora,
Que o não fosse porque te previa,
Porque dormias nela tu futuro.

 
E eu soube-o só depois, quando te vi,
E tive para mim melhor sentido,
E o meu passado foi como uma 'strada
Iluminada pela frente, quando
O carro com lanternas vira a curva
Do caminho e já a noite é toda humana.

 
Quando eu era pequena, sinto que eu
Amava-te já longe, mas de longe...
 
 
Amor, diz qualquer cousa que eu te sinta!

— Compreendo-te tanto que não sinto,
Oh coração exterior ao meu!
Fatalidade, filha do destino
E das leis que há no fundo deste mundo!
Que és tu a mim que eu compreenda ao ponto
De o sentir...?

(Fernando Pessoa)

14/02/2009

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Perda das palavras



Agora acabou!
Dessa vez para nunca mais.
As palavras doces de antes agora tem um sabor amargo.
Meu coração está triste, porque ele não entende, mas sabe que precisa aceitar.

Não há mais palavras, apenas o silêncio, que outrora muitas vezes me fez companhia.

De novo meu coração tenta interceder, dizendo que fui má e injusta.
Mas não há o que ou quem me diga o contrário.

Será que devo pagar por não saber lidar?
Será que essa foi realmente a causa?
Será que era demais uma atenção que me ajudasse a compreender?

Racional e emocional confrontam-se, e eu não sei.
Não sei o porquê.
A chance de saber me foi negada.

A cabeça reproduz os fatos, me torturando com cada um dos detalhes sofridos e silenciosos.

E o meu coração?
Ah! O meu coração nada sabe, só sofre, sofre por amar, sem saber a quem.

E quem sou eu? Razão? Emoção?
Acho que nenhum dos dois, pois me vejo aqui observando de longe mais uma estória que acabou, sem nem mesmo começar.

E assim, volto para onde eu vim antes que me despertastes.
Volto para dentro de mim, triste, fria e calada.

E mais uma vez meu coração pergunta - onde esteve você que viu tudo isso acontecer e nada fez para mudar?

Talvez a resposta seja simples, mas não me arrisco a dizer, pois ela não está em mim, e sim dentro de você.

AE.15/12/2008-RA

domingo, 14 de dezembro de 2008

Sentimento



Há vento que sopra de dentro para fora, de fora para dentro, mas a relva, oscilante, permanece enraizada. Não é fácil destruí-la, ela resiste à força com toda a sua extensão. Mas não é só o vento que a maltrata, existem outros fatores adversos, e por mais que ela queira resistir, não sente razão e nem um tempo favorável a sua existência.

Nem sempre olhamos para a relva, nem sempre acreditamos que ela está lá, mas ela existe por todos os lados independentemente de querermos, de cuidarmos. Não olhamos, pois não nos chama a atenção, não olhamos, pois não nos é importante, pois se fosse, cuidaríamos dela, por mais simples e sem importância que pareça.
E mesmo que ela a grosso modo passe essa impressão, é preciso que se saiba que nenhuma relva é igual a outra, cada uma é peculiar e especial em sua existência.
Quando aprendemos a observar as coisas dessa forma valorizamos cada relva como se ela fosse única, como de fato é, e assim a valorizaríamos por tudo que ela significa.
Ela não é apenas mais uma no meio de tantas, ela é única no meio de muitas, e por isso merece cuidado.
E para que de fato exista, ela precisa de condições mínimas. E na ausência de cuidado, mingua até que o inevitável fim chegue, e no processo final de sua existência, cada minuto é crucial para sua sobrevivência.
Infelizmente, mesmo que não queiramos, ela existe, pois houve uma semente plantada, e esta precisa seguir o seu ciclo, ela brota, cresce, reproduz e morre, mas isso não significa que será assim, se ela não encontrar condições ideais em algum momento o ciclo pode ser rompido.
Queria que sentisse isso, pois entenderá melhor. Não há partida, não há chegada, o que sempre existe, ainda agora, é uma travessia. A travessia não pára, mas isso não significa que as pessoas sempre nos acompanharão, muitas vezes elas param pelo caminho e nos forçam a seguir, pois cada um de nós possui visões, valores e necessidades diferentes.
Não há como parar e nem forçar alguém a seguir conosco, por mais que queiramos. As pessoas precisam se mostrar dispostas a querer continuar, e não nos deixar em meio a ausências e silêncios dolorosos.
Não há relva que consiga suportar tanta variação temporal e climática, se mesmo com o cuidado a travessia muitas vezes é difícil, imagine a mercê de toda oscilação que possa vir.
A travessia pode acontecer só ou acompanhada, e esta última só acontece se ambas as partes estiverem dispostas a seguir e com objetivos comuns.


AE.14/12/2008-RA