quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

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Tem dias que me sinto de outro mundo, por não me reconhecer em gestos de pessoas tão próximas a mim.

Uma realidade tão fútil, tão banal.

As pessoas hoje em dia não alimentam mais o conteúdo, e algumas vezes alimentam muito pobremente o corpo, para poderem exibir e utilizar como chave de felicidade, como um refúgio para libertar o que temem ou para aquecer quando se está só. Dedicam seu tempo à algo tão momentâneo que não acrescenta nada a sua vida.

Tenho me percebido cada vez mais introspectiva, por quase não encontrar pessoas que participem dos mesmos valores.

Valorizar-se e valorizar o tempo que você investe em alguém ficou fora de moda?

Para mim o tempo é algo tão precioso para o dedicarmos às pessoas que não tem nada para trocar, com assuntos que não acrescentam e com sentimentos que não edificam.

Certa vez ouvi, não me lembro bem onde, que dizia mais ou menos assim: “Devemos sempre cuidar do que entra por nossos olhos e ouvidos, bem como o que sai por nossa boca”. Somos nós que determinamos onde e com quem queremos estar, somos nós que escolhemos o que valorizar, e é somente nós que nos colocamos onde nós estamos.

AE.26/01/2011

domingo, 23 de janeiro de 2011

Gratidão


Tem dias assim, onde tudo que eu vejo encontro tem um significado, uma razão e um por que.

Faz um ano que tomei a decisão de vir, muitas mudanças, internas, externas, até mesmo uma tentativa de externar o que há em mim em um outro lugar. Mas como poderia se elas estão por toda parte, sinto a tranqüilidade, a beleza, as cores e seus odores em tudo.

Tudo há pelo simples fato de elas existirem.

Sinto-me muito mais hoje “As Flores e Eu” do que antes, percebo isso nas minhas atitudes e na verdade com que me expresso e interajo com as pessoas ao meu redor.

Há tempos não consigo escrever, tenho preferido ficar comigo mesma e sentir essa brisa leve que preenche meu ser e revela uma nova versão de mim.

Sinto uma gratidão enorme pelas pessoas que fazem parte da minha vida, pelos verdadeiros amigos-parceiros que fiz, não me esquecendo nunca dos velhos, aqueles que acrescentaram muito ao que sou hoje.

Percebo por onde eu passo, alguém que anda sabendo quem é, o que busca e a serenidade de aprender com que acontece entre uma coisa e outra. A verdade revelada nos detalhes que passam diante dos meus olhos.

Acredito firmemente na força que temos e naquilo que encontramos por meio dela, vejo tudo que eu consegui e, mesmo sem ter a certeza se faria tudo de novo com o que eu tinha na época, percebo que certamente fiz o que era mais certo, e que não eram bobagens minha quando eu tinha a impressão de que algo dentro de mim me trazia para cá.

Sinto a comunhão nas pessoas, no ar e em tudo que me cerca, percebo isso também nos acontecimentos que culminaram na minha decisão de vir.

Será Deus? Destino? Acaso?

Não sei, um ou outro ou nenhum deles, não penso e nem julgo assim. Quero apenas sentir essa gratidão imensa que sinto por tudo isso que eu conquistei.

AE.22/01/2011-AE

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Nostalgia






Hoje li coisas suas, ao tentar diminuir a quantidade de coisas que acumulo no meu computador, mas me faz bem saber que não saibas.


Hoje senti coisas boas por isso, e é incrível como nos momentos de lembranças as partes não tão boas somem.


O que me importa nisso tudo é ter sido capaz de sentir a paz de outrora em palavras que completavam as minhas, toques mesmo que distante... Algo que transcendia.


Talvez seja sempre assim, a mesma sensação, algo forte e intenso que da mesma forma que veio se foi.


Talvez coisas de alma, ou não, talvez apenas um gostinho da sensação que é amar alguém.


O mais triste de tudo isso quando me lembro, é que você nunca conheceu quem realmente sou, talvez partes de mim deturpadas por sentimentos humanos... Eu sei você tem e sempre teve boa parte de toda razão.


Olhando agora os períodos de ausência nem eram tão grandes assim... Olhando agora.


Não tenho esperança de reaproximação, tenho medo até. Mas no entanto sinto-me feliz por em algum momento ter sentido algo tão forte por alguém, um sentimento que vai além do corpo e da presença, um sentimento capaz de mudar, capaz de fazer querer mudar.


Talvez você nunca leia, ou talvez leia, mas ainda sim, não sou capaz de colocar as duas letras que encerraram tantas vezes aqui o que eu expressei por você.


AE.05/01/2011-

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Final de ano


Sentimentos e sensações a flor da pele. Todo mundo numa correria só para que tudo saia como esperado.
Um cheiro diferente, uma expressão diferente. Algo para todos os dias, apenas numa época do ano.
Isso faz com que eu pense: “Será que se todos os dias fossem assim, sempre seria especial dessa forma?”
Esperamos essa época por saber que muito de todos os gestos e sentimentos bons estarão por toda parte nesses dias, casas são enfeitadas para celebrar, tudo com um toque especial, e que bom que é assim, uma época para refletir, decidir, agir, perdoar, interagir, compartilhar, abraçar, abraçar e abraçar.
Sentimentos bons que não queremos somente para nós se fazem necessários aqui fora, se torna necessário que de alguma forma toquemos as pessoas e que elas de alguma forma toquem em nós.
Alguns mantêm esse espírito o ano todo, outros precisam de uma data, mas não duvido que haja as exceções. Em tudo e em todos os lugares sempre há.
Observando todo esse ritmo consigo imaginar o que cada embrulho pode conter, o sente cada coração de cada pessoa que cruza comigo na rua. Consigo perceber a vibração do que cada criança anseia receber do papai Noel e o alívio que cada adulto sente ao encerrar mais um ciclo, ao sentir que mais um ano de luta se foi e agora mais um ano de esperança se inicia.
Hoje em meio à correria quis parar e escrever, hoje que me sinto tão as flores eu, vim aqui manifestar o meu profundo desejo que tenhamos sempre saúde, sonhos e paz.
A cada pessoa que conheço, a cada pessoa que não conheço, quero que possa sentir toda a magia que há em uma época tão especial. Assim como cada um de nós.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Mudar



As palavras têm energia, umas mais e outras menos para mim. Mudar é uma das que tem muita energia. Sinto suas vibrações em mim, em cada pensamento, em cada palavra, em cada atitude.
Tenho me percebido diferente, no entanto não sei diagnosticar ou discorrer sobre as diferenças que há entre mim antes e da que eu sou agora.
Sei apenas de algumas coisas que se somaram e de outras, que embora importantes, não representam mais minha proposta.
Sou um ser mutável, como tudo e todos e, agora me reconheço em outros lugares, outras músicas, outros assuntos e em outras pessoas.
Não tive coragem de mudar ou atualizar o que eu vinha sendo, até o momento que me percebi diferente, que senti que aqui não cabia mais o que eu sou.
Nesse momento me afastei, procurei e não achei nada que significasse e pudesse representar a minha alma, que agora vibra diferente.
Tive vontade de algo novo, de outro, outras coisas, outro tema, outra proposta. Não me vejo mais aqui, mas ainda percebo minhas flores, elas estão em mim, sempre estarão.
Isso para mim tem tom de despedida e sabor de continuidade, por isso agora deixo para trás parte do que por um tempo fui e continuarei sendo de outra forma.
Talvez um dia volte, mas, no entanto, esse é um momento de partida.
Parto para uma outra parte de mim.

AE.18/08/2010-As Flores e Eu

quarta-feira, 7 de julho de 2010


Reflexões acerca de Sistemática Vegetal.


No entanto, o simples fato de que uma planta extinta tenha sofrido fossilização não significa que sua linhagem tenha se originado antes das linhagens referentes às plantas atuais; a única certeza que temos é que ela morreu antes.
(Judd, 2009)


Navalha de Occan: Não envolva uma hipótese mais complexa do que a necessária para explicar os dados. Isso é também chamado de princípio de simplicidade , ou parcimônia, que nos conduz a preferir a menor rede. O fato de ela ser a mais curta não a torna correta, no entanto ela representa a explicação mais simples para os dados.
(Judd, 2009)


Se pode aprender uma mesma coisa de várias formas.


AE.07/07/2010

terça-feira, 29 de junho de 2010

Onde está o meu amor?

Composição: Paulo Ricardo / Luiz Schavion

Onde está o meu amor?
Quem será? Com quem se parece?
Deve estar por aí ou será que nem me conhece
Onde andará o meu amor?
Seja onde for, irá chegar.
Onde está o meu amor?
Que será que ele faz da vida?
Deve saber amar e outras coisas que Deus duvida
Corre, se esconde, finge que não, jura que sim
Morre de amores, aonde?
Longe de mim
Onde está o meu amor?
Leve e envolto em tanto mistério
Deve saber voar, deve ser tudo que eu espero
Onde andará o meu amor?
Seja onde for, eu sei que vai chegar
Vai chegar
Corre, se esconde, finge que não, jura que sim
Morre de amores, aonde?
Longe de mim
Onde está o meu amor?
Deve estar em algum lugar