... quantidade
de fantasma que nós permitimos que assombre a nossa vida.
Temos a grande a capacidade se supervalorizar
sentimentos, acontecimentos e até mesmo a importância e relevância de algumas
pessoas.
Nos permitimos sofrer, nos diminuir, para
ofuscar nosso brilho, turvar nossa visão e não termos consciência do nosso
valor.
Muitos desses fantasmas não sabemos identificar,
e menos ainda sabemos como eles foram parar embaixo da nossa cama, dentro de
nossas mentes e corações. Esses são mais difíceis de identificar, muitas vezes
estão conosco desde quando éramos crianças e não conseguimos mais discernir o
que há da gente neles e deles em nós.
No entanto, existem
também aqueles que esgueiram sem nenhum pudor pela nossa vida, se agarram
em nós e nos suga o vigor, o brilho nos olhos, por causa de sentimentos que se
colam em nosso estômago, sem nos deixar saber a que estamos amarrados na outra
ponta. Muitas vezes o sentido já se perdeu, o bom sentimento já se foi e você
continua ali, com aquilo preso a você, que não te leva mais a lugar algum e,
não raras vezes estamos cegos sentados em algum lugar que não conseguimos
tatear e a nossa bagagem é tão pesada que ficamos ali parados, perdidos, sem
conseguir discernir o que é real do que já se transformou em apego
e com seus efeitos fantasmagóricos sobre a nossa vida, rotina e o
que somos.
Não deixe que façam
isso com você, mas acima de tudo não faça isso a si mesmo. Não delegue poder -
de enganar, ferir, magoar e alimentar fantasmas - às pessoas, acontecimentos e
sentimentos que nada de bom, que valor algum acrescenta a sua vida.
Há situações que se repetem, se repetem e se
repetem em nossa vida com nossa própria permissão. Sentimentos de situações que
não existem ou nunca existiram são frutos da nossa desconexão com quem realmente
somos, e por ser assim algumas pessoas se aproximam e permanecem além do tempo,
da mesma forma, os sentimentos de situações passadas que hoje não encontram
sequer mais nenhum suporte para sustenta-las na atualidade.
Sei que identificá-los, colocar o dedo em suas
faces e dizer - aqui você não tem mais nenhum poder - é muito difícil e
dolorido também, mas tão importante quanto aprender com as experiências é
identificar a hora que as pessoas, acontecimentos e sentimentos passam a
significar apenas isso, algo de onde tiramos algum aprendizado.
Abra sua janela, coloque o rosto no sol e
sinta-se, e mesmo que ao abrir sua janela constate que o tempo está chuvoso,
não desanime, nada melhor que água da chuva para lavar a alma.
Não se acostume com seus apegos, não se submetam
a uma situação por anos a fio na esperança de que em algum momento as coisas
vão voltar a ser como nos primeiros dias.
Identificar o tempo que as coisas devem ter em
nossa vida impende que nos roubemos de nós mesmos.
AE.01/09/13-PC